Portugal vende quatro navios patrulha à República Dominicana
Portugal e a República Dominicana assinaram um contrato para a venda de quatro Navios de Patrulha Costeira da classe "Tejo" – os Navios da República Portuguesa (NRP) Tejo, Douro, Mondego e Guadiana – para a Armada daquele país da América Central.
Os quatro navios foram vendidos por 24 milhões de euros (6 milhões de euros por navio), podendo ser complementados por opções adicionais em sistemas e equipamentos, até um montante máximo global de 24,37 milhões de euros, em função das escolhas da República Dominicana.
O contrato inclui um programa de transferência de capacidades, envolvendo manutenção e modernização, fornecimento de munições e sobresselentes, documentação técnica, formação e treino de guarnições e equipas de gestão, para garantir a plena operacionalização dos navios ao serviço da Armada Dominicana.
A entrega será faseada, com o primeiro navio a ser entregue até 12 meses após a conclusão da fase logística, seguindo-se as restantes unidades, com prazos máximos de 20, 30 e 40 meses, respetivamente. As embarcações serão entregues em Portugal, cabendo à República Dominicana o seu trânsito para destino.
Esta transferência reforça as capacidades de patrulha e segurança marítima da República Dominicana e permite a Portugal valorizar material de guerra que já não era necessário às Forças Armadas.
Os navios da classe "Tejo" foram operados pela Marinha a partir de 2016, estando vocacionados para missões de patrulha e vigilância marítima, controlo das águas sob jurisdição nacional, bem como busca e salvamento e segurança marítima.
Têm 48 metros de comprimento, deslocam de 345 toneladas e são tripulados por 24 oficiais, sargentos e praças.
A cerimónia, que se realizou no Porto a 20 de fevereiro, foi presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e pelo Ministro da Defesa da República Dominicana, Tenente-General Carlos Antonio Fernández Onofre.
