Primeiro-Ministro: “A minha ambição é ver Portugal como contribuinte líquido da União Europeia”

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, foi o orador convidado da primeira sessão das II Conferências de Fafe, que se realizou esta quarta-feira sob o mote “Portugal: Que Ambição?”

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, foi o orador convidado da primeira sessão das II Conferências de Fafe, no dia 30 de setembro de 2026 (Gonçalo Borges Dias)

Numa altura em que a União Europeia entra numa fase decisiva da discussão do orçamento plurianual, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou a sua ambição de ver Portugal passar a pagar mais para o bolo comum europeu, do que o que recebe, em fundos e subsídios. 

“A minha ambição é ver Portugal como contribuinte líquido da União Europeia”, disse o Primeiro-Ministro.

Numa sessão moderada por Luís Marques Mendes, Luís Montenegro partilhou com a plateia uma reflexão sobre o futuro de Portugal, destacando que a sua grande ambição é ver o país atingir um nível de desenvolvimento que lhe permita dar mais do que aquilo que recebe dos cofres comunitários.  

O caminho para essa realidade, afirmou, está a ser trilhado pelo Governo,  como se vê pela aposta em medidas como as cinco descidas no IRS, em desburocratizar os processos e em reformar áreas tão fundamentais como a Educação. “Temos de ser ambiciosos e não hesitar em transformar Portugal num país mais justo, com mais oportunidades para todos e com uma distribuição de riqueza mais equitativa”, afirmou. 

O Primeiro-Ministro referiu ainda a situação complexa e incerta que a Europa e o Mundo estão a viver, salientando que “a estabilidade financeira, económica, social e política de Portugal é um ativo que tem de ser valorizado”. Segundo Luís Montenegro, o País tem de investir naquilo que o distingue dos outros e o facto de Portugal ser um País “seguro, estável politicamente e com uma localização excecional” tem sido valorizado por muitos empresários estrangeiros com vontade de investir em Portugal. 

Considerando que a estratégia do Governo de consolidação das contas públicas e de transformação da economia para um modelo assente numa maior competitividade “é o caminho para um crescimento e uma prosperidade cada vez maior”, o Primeiro-Ministro salientou que Portugal é dos países com maior capacidade de contato e de estabelecimento de pontes com praticamente todas as geografias do mundo. 

 

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