Primeiro-Ministro acompanha situação no Peso da Régua e destaca articulação com Espanha para prevenir cheias
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, visitou esta manhã o Peso da Régua para acompanhar no terreno a evolução da situação provocada pelo mau tempo, reafirmando o foco do Governo na resposta imediata às situações de risco, na proteção das populações e na reconstrução das zonas afetadas.
Durante a visita, o chefe do Governo salientou que fenómenos como as cheias nas bacias do Tejo, Mondego e Sado exigem uma atuação rápida e preventiva, destacando a importância de avisar as populações, evitar situações de perigo e antecipar os próximos dias para garantir capacidade de resposta perante cenários de maior pressão.
"Nós temos um programa específico para os municípios que sofreram maior impacto da depressão Kristin e que se encontram em situação de calamidade, mas não vamos desproteger nem deixar de acompanhar tudo o resto que é necessário fazer em todo o território nacional", afirmou.
Articulação com Espanha na gestão dos caudais
O Primeiro-Ministro destacou ainda a "articulação permanente" entre Portugal e Espanha na gestão das descargas das barragens, considerando esta coordenação fundamental para evitar consequências mais graves, nomeadamente no rio Douro.
Segundo Luís Montenegro, este trabalho conjunto — que decorre há várias semanas — envolve contacto contínuo entre os dois governos e as entidades responsáveis pela gestão dos recursos hídricos, num contexto particularmente sensível devido às condições meteorológicas adversas que afetam ambos os países.
"Essa articulação tem sido absolutamente fundamental para evitar males maiores", sublinhou.
Estimativa de prejuízos e mobilização de apoios
O Primeiro-Ministro recordou a estimativa avançada na véspera, que aponta para prejuízos superiores a quatro mil milhões de euros em resultado do mau tempo, assegurando que o Governo está a recorrer a todos os instrumentos financeiros disponíveis para apoiar a recuperação.
Mantêm-se em funcionamento linhas de crédito para empresas, apoios à reconstrução de habitações, medidas para o setor agrícola e mecanismos de resposta social, num esforço que mobiliza recursos públicos, privados e do setor social.
De acordo com os dados mais recentes:
- Mais de 1.650 empresas recorreram às linhas de crédito, num montante próximo dos 400 milhões de euros
- Cerca de 1.200 famílias apresentaram candidaturas para a reconstrução das suas casas
- Aproximadamente 8.000 pessoas já interagiram com a plataforma de apoio
- Mais de 1.400 agricultores submeteram candidaturas para recuperar os prejuízos
"Temos um trabalho direcionado para recuperar aquilo que já aconteceu e outro absolutamente concentrado na emergência do que está a acontecer neste momento um pouco por todo o país", frisou.
O Governo reforça que a resposta à atual situação exige solidariedade nacional e uma atuação coordenada entre todos os níveis de governação, para garantir a segurança das populações e acelerar a recuperação das áreas afetadas.
