Primeiro-Ministro apela à colaboração de todos na prevenção dos incêndios rurais
O Primeiro-Ministro afirmou que o Governo está a desenvolver “o maior esforço de sempre” na preparação do dispositivo de prevenção e combate aos incêndios rurais, defendendo uma resposta integrada, permanente e coordenada entre todas as entidades do Estado.
Na visita ao Comando Integrado de Prevenção e Operações, em Leiria, Luís Montenegro destacou o novo modelo de coordenação entre áreas governativas, autarquias, forças de segurança, Proteção Civil, bombeiros e Forças Armadas para reforçar a eficácia da prevenção e a rapidez da resposta operacional.
“O Estado, a administração pública, as autarquias locais estão a dar o seu contributo máximo com sentido de responsabilidade, de solidariedade e de cooperação”, afirmou.
O Primeiro-Ministro sublinhou que o Governo está a mobilizar “muitos milhares de operacionais” e “muitas dezenas de entidades”, num programa apoiado por 40 milhões de euros destinado à desobstrução da rede viária florestal e à redução de material combustível nas matas e florestas.
Segundo Luís Montenegro, o esforço deste ano é particularmente exigente devido às consequências das tempestades que atingiram o país, deixando ainda muitas vias florestais obstruídas e acumulando elevado volume de combustível florestal.
A intervenção destacou igualmente o papel dos municípios e das comunidades intermunicipais na identificação das áreas prioritárias de intervenção e na articulação com a Administração Central.
“O esforço das pessoas e dos proprietários conjugado com as autoridades públicas e autárquicas, em particular, é decisivo para diminuirmos o risco”, afirmou.
O Primeiro-Ministro recordou ainda os incêndios de grande dimensão registados no ano passado, defendendo a necessidade de retirar lições da experiência recente para reforçar a prevenção, melhorar a capacidade de resposta inicial e reduzir o número de reacendimentos.
Luís Montenegro apelou à colaboração da população no cumprimento das regras e orientações das autoridades, considerando que a proteção do território exige “cooperação, colaboração e espírito de solidariedade” de todos os cidadãos.
