Primeiro-Ministro defende papel de Portugal e Espanha no reforço das relações entre a Europa e a América Latina

Luís Montenegro está em Madrid para participar na 30.ª Cimeira Ibero-Americana

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na 30.ª Cimeira Ibero-Americana.

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na 30.ª Cimeira Ibero-Americana. Madrid, 4 de novembro de 2026

O Primeiro-Ministro defendeu hoje o papel de Portugal e Espanha no fortalecimento das relações políticas, económicas e comerciais entre a Europa e a América Latina, no encerramento do “XVI Encontro Empresarial Ibero-Americano”, em Madrid, no âmbito da 30.ª Cimeira Ibero-Americana.

“Além da nossa posição e localização geoestratégica num contexto de instabilidade internacional, num contexto onde a diversificação de mercados é um alicerce para a força das nossas economias, temos obrigação de estreitar e levar mais longe o poder da relação entre os nossos países, entre os nossos blocos políticos e comerciais”, declarou o Primeiro-Ministro.

Luís Montenegro recordou que Portugal a Espanha estão “muito empenhados” no desenvolvimento de acordos comerciais entre a União Europeia e o Mercosul (que integra Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), o México, o Chile e todos os países que fazem parte desta comunidade.

Na mesma ocasião, o Primeiro-Ministro enfatizou que “a comunidade de língua portuguesa e espanhola representa cerca de 900 milhões de pessoas” e que o português “é a língua que é mais falada no hemisfério sul”, contribuindo igualmente para uma forte ligação com o continente africano.

Luís Montenegro frisou também que, devido ao seu desempenho económico, Portugal e Espanha são os países na Europa que oferecem melhores condições do ponto de vista do investimento, mas também pelo custo da energia e na relação com África: “Portugal é hoje uma economia que cresce acima da média da União Europeia, que está com níveis históricos de emprego e de emprego qualificado”.

No final do encontro, o Primeiro-Ministro realçou a importância da partilha de experiências dos chefes de Estado e de Governo dos 22 países que compõem a Cimeira Ibero-americana, referindo que “a pobreza só se combate com a criação de riqueza e, para haver criação de riqueza, tem de haver confiança”. Segundo Luís Montenegro, “este encontro, esta cimeira, esta partilha de experiências, esta comunhão que temos pela língua, pela cultura, pela nossa identidade comum é uma força muito grande para fazer crescer a confiança”.


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