Primeiro-Ministro destaca “coragem e arrojo” das empresas nos 120 anos da Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde
Luís Montenegro enumerou aos diferentes eixos em que o Governo está a mudar a relação do Estado com os cidadãos e as empresas

Primeiro-Ministro Luís Montenegro, na comemoração dos 120 anos da Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde, 31 de julho de 2026 (Gonçalo Borges Dias)
Nos 120 anos da Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde, o Primeiro-Ministro aproveitou para reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo de mais de um século como motor do desenvolvimento regional, em parceria com as diferentes instituições locais e com o Estado.
“Quem acha que os problemas do país são só resolvidos através do Governo, está enganado. A estratégia dependerá do Governo, das instituições da Administração Central. Mas também depende muito que cada um fizer na sua esfera de ação”.
Luís Montenegro destacou ainda “a coragem e o arrojo” das empresas, capazes de “enfrentar desafios que são enormes. Desafios de investimento, de licenciamento, de resolução de problemas com as entidades públicas, num contexto que queremos que seja cada vez mais simples”, defendeu.
E acrescentou que o Governo reconhece nesta Associação Comercial e Industrial o potencial de parceria que justifica que os poderes públicos possam disponibilizar uma parte da sua capacidade para poderem estimular e desenvolver as suas estruturas e sua gestão”.
Antes de participar na cerimónia comemorativa, o líder do Governo inaugurou o investimento na Escola Profissional de Vila do Conde, destacando-o como “um investimento estratégico numa área crucial, que é o ensino profissional, tão necessário às empresas,”.
O Primeiro-Ministro falou ainda da importância da formação dos recursos humanos, uma aposta do Governo, aliada à simplificação dos processos administrativos e ao combate à burocracia. “Só assim conseguimos ser mais competitivos”, afirmou.
Frisou também a necessidade de as empresas poderem contar com “uma política fiscal mais amiga do investimento. É isso que significa a descida da taxa de IRC, que está em curso, e que vai colocar Portugal num patamar minimamente aceitável no contexto europeu”.
Segundo o Primeiro-Ministro está muita coisa a mudar na relação do Estado com o cidadão. “Mas para mudar é preciso mudar mesmo”, destacando a lei do Tribunal de Contas, as regras da contratação pública e os acordos com vários setores. “Já firmámos 49 acordos e revimos 39 carreiras na administração pública. Investir nos funcionários públicos é investir no cidadão. É criar condições para poder atrair e reter bons quadros, bons funcionários, para podermos depois ser também competitivos na Administração Pública. Uma Administração Pública competitiva é um fator determinante para o sucesso económico de um país, e também para podermos ter empresas mais competitivas”.
