Primeiro-Ministro: Europa deve manter o rumo para a transição energética

Perante a crise energética que a Europa está a viver, Luís Montenegro afirmou no final da reunião do Conselho Europeu que é necessária uma abordagem estratégica

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na Reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas. Dias 15 e 16 de outubro de 2026 (André Crispim)

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou esta sexta-feira, em Bruxelas, no final do Conselho Europeu, que “esta não é uma altura para hesitações” relativamente à crise no setor da energia, nomeadamente em relação ao aumento do preço dos combustíveis, um dos temas discutidos pelos líderes dos 27 Estados-Membros.

Para Luís Montenegro, além das abordagens diplomática e económica, é necessária também uma abordagem estratégica para que a Europa não perca o seu rumo no que diz respeito à transição energética e ambiental: "a transição energética e ambiental é um desígnio económico e social, tem a ver com o nosso futuro, com a preservação da nossa soberania".

O apoio “inequívoco e unânime à Ucrânia”, ao nível político, militar e financeiro, bem como a manutenção da pressão sobre a Rússia, nomeadamente através de sanções, foram também decisões do Conselho Europeu destacadas pelo Primeiro-Ministro, que insistiu na necessidade de “manter todas as pontes de diálogo com aqueles que, na comunidade internacional, podem ser relevantes na procura de uma paz justa e duradoura".

Um outro tema de discussão foi o próximo Quadro Financeiro Plurianual para o período 2028-2034, ou seja, o orçamento comum da União Europeia para o período em causa, que o Primeiro-Ministro defende que tem de “ir mais longe”, mas que deve continuar a integrar os mecanismos de coesão e a Política Agrícola Comum. Luís Montenegro avançou que, neste Conselho Europeu, foi possível registar “avanços” e caminhos de “aproximação” entre as diferentes posições dos Estados-Membros da União, tendo em vista a obtenção de um acordo.

 

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