Primeiro-Ministro garante que competitividade e proteção das pensões continuam no centro da ação do Governo

Luís Montenegro reafirma compromisso com melhores salários e sustentabilidade da Segurança Social

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, Bruxelas, 19 junho 2026 (Gonçalo Borges Dias/ GPM)
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro garantiu que as convicções e propostas do Governo para aumentar a competitividade da economia, criar mais oportunidades de emprego e promover melhores salários permanecem inalteradas, após a votação parlamentar das propostas de alteração à legislação laboral.

"O Governo não vai desistir de dar a Portugal condições para que o país seja mais competitivo, mais produtivo e, por via disso, se possam gerar mais oportunidades de emprego e pagar melhores salários", afirmou.

Luís Montenegro lamentou que as propostas apresentadas pelo Governo não tenham reunido apoio parlamentar, considerando que o processo de negociação desenvolvido foi "sério" e "profundo".

"É de lamentar que, quer à esquerda, quer à direita, este sentido estratégico e de futuro não tenha tido acolhimento", declarou.

Pensões são "sagradas"

O Primeiro-Ministro reiterou que a sustentabilidade da Segurança Social continuará a ser uma prioridade inegociável para o Governo, rejeitando qualquer solução que possa colocar em causa o futuro das pensões.
´
"As pensões são sagradas e jamais tomarei qualquer medida que possa prejudicar no futuro o pagamento das pensões", afirmou.

Luís Montenegro explicou que o Governo recusou apoiar alterações relacionadas com a idade da reforma e com a Segurança Social sem uma avaliação aprofundada dos respetivos impactos, defendendo que decisões desta natureza exigem responsabilidade e sustentabilidade financeira.

Reformas para um país mais competitivo

O Primeiro-Ministro assegurou que o resultado da votação não altera a determinação do Governo em prosseguir políticas orientadas para o crescimento económico, a atração de investimento, a criação de emprego e a valorização dos rendimentos dos trabalhadores.

Segundo Luís Montenegro, a modernização da economia portuguesa e a melhoria das condições de vida dos cidadãos continuarão a orientar a ação governativa, mantendo intactos os compromissos assumidos perante os portugueses.