Primeiro-Ministro: Investimento estratégico do PRR na Bondalti alavanca emprego e indústria mais sustentável
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, esteve esta quinta-feira em Estarreja, na apresentação do projeto RePower da Bondalti Chemicals

Primeiro-Ministro Luís Montenegro, na apresentação do projeto RePower - Bondalti, Estarreja, 30 de julho de 2026 (Gonçalo Borges Dias)
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, esteve esta quinta-feira em Estarreja na apresentação do projeto RePower da Bondalti Chemicals. Trata-se de um plano destinado a reduzir o impacto ambiental e o consumo de energias fósseis no complexo industrial de Estarreja através da utilização de tecnologias de ponta e energias renováveis.
“Este é um investimento estratégico. Um investimento estratégico da Bondalti mas também um investimento estratégico do Estado: É uma parceria que junta recursos públicos com os recursos privados em que ambos assumem o risco”, afirmou o Primeiro-Ministro.
O projeto RePower da Bondalti conta com um investimento total de cerca de 76 milhões de euros apoiado em 30,8 milhões de euros pelo PRR e prevê reduzir mais de 36.000 toneladas de CO2 anuais à operação da Bondalti, o maior produtor português e um dos principais operadores ibéricos no setor de químicos industriais.
Para Luís Montenegro, o investimento na indústria química é crucial para alavancar mais investimento noutros setores. “Só criando riqueza é que se pode combater a pobreza”, criar empregos mais qualificados, combater as desigualdades.
O Primeiro-Ministro destacou ainda o facto de este projeto conciliar objetivos ambientais com objetivos económicos e industriais. “Não é possível ter uma política energética competitiva sem a relacionarmos com a sustentabilidade”.
Para Luís Montenegro, este é um caminho de futuro. “Portugal tem feito, nos últimos anos, uma grande aposta na produção de energia renovável. Podemos dizer que nem sempre correu bem. Mas não devemos arrepender-nos disso. Esta aposta estratégica estava e está correta”.
Em relação ao preço da energia elétrica, o Primeiro-Ministro frisou que o preço em Portugal é muito competitivo, tanto no contexto europeu como no contexto internacional. O Governo está a criar as condições para alargar a abrangência do estatuto do cliente eletrointensivo, para apoiar a indústria e não a deixar ficar secundarizada.
