Primeiro-Ministro: investimento mineiro de 400 milhões de euros reforça autonomia, independência e soberania
Primeiro-Ministro visita mina de Aljustrel e destaca recursos estratégicos para reforçar competitividade e autonomia europeia
Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na visita à mina de Aljustrel, 16 de junho de 2026 (Gonçalo Borges Dias)
O Primeiro-Ministro defendeu, esta terça-feira, que a exploração mineira é “absolutamente crucial, essencial para a nossa sustentação enquanto país, enquanto economia e para o aprofundamento da nossa integração a nível europeu, que nos transporta, hoje mais do que nunca, para objetivos de reforço da nossa autonomia, da nossa capacidade de decisão, da nossa independência e da nossa soberania.”
O Primeiro-Ministro falava na Almina, em Aljustrel. Com 125 quilómetros de galerias, esta mina, 100% portuguesa, produz cobre, zinco e chumbo, matérias essenciais para o país, mas também para o reforço da soberania e independência europeias.
Para o líder do Governo, a exploração mineira “é uma forma de podermos reforçar a convicção de que estamos a alicerçar o nosso futuro, a construir um Portugal moderno, a construir um Portugal produtivo, soberano e que dá oportunidades a todos”.
Luís Montenegro defendeu ainda que Portugal reúne condições para criar mais riqueza e reforçar a sua competitividade internacional, afirmando que o país está “na linha da frente” da Europa com melhor desempenho económico e financeiro.
De Aljustrel saem anualmente milhares de toneladas de minérios, contribuindo para a redução da dependência da Europa de outras potências. O investimento, cuja inauguração contou com o Primeiro-Ministro, vai permitir a duplicação da produção de metais necessários para a descarbonização.
“A própria transição energética e transição ambiental precisa de minerais metálicos e, em concreto, daquele que é o fulcro desta operação: o cobre e o zinco”, destacou Luís Montenegro.
O projeto “Feeding the Global Energy Transition” envolve a transformação digital da exploração, com o uso de telemática nos equipamentos de mineração, controlo remoto de operação e aumento de segurança, bem como uma central fotovoltaica capaz de produzir um quarto das necessidades de energia da Almina. Esta central de produção de energia solar permite uma redução de emissões e da pegada carbónica.
Luís Montenegro enalteceu que “a riqueza mineral não é incompatível com a sustentabilidade ambiental”, sublinhando a inovação e responsabilidade aplicados nesta empresa portuguesa.
Entre os principais desafios identificados, Luís Montenegro lembrou a necessidade de acelerar processos de decisão e reduzir entraves administrativos que condicionam o investimento. O Primeiro-Ministro defendeu uma Administração Pública mais ágil e uma maior articulação entre entidades para garantir decisões mais rápidas e previsíveis.
Estando inserida na Faixa Piritosa Ibérica, uma das regiões mais ricas em minérios metálicos do mundo, as vantagens desta exploração não são apenas para o país ou para a Europa, já que “hoje, mais do que nunca, estamos a falar de uma atividade económica que acaba por absorver a quase totalidade da empregabilidade deste território, mas que ao mesmo tempo consegue dinamizar todas as outras atividades”, afirmou ainda o Primeiro-Ministro.
“O nosso projeto para Portugal é um projeto que, simultaneamente, cria valor e atende à circunstância concreta das pessoas, à necessidade de elas terem bom emprego, bem remunerado, retribuído de acordo com o esforço de trabalho que emprestam, e que é um projeto que não perde oportunidades, que maximiza o potencial e valoriza a integração económica de todos os setores de atividade.”
Entre os investimentos visitados esteve a nova variante rodoviária de Aljustrel, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que desvia o trânsito pesado do centro da vila e melhora as condições de mobilidade, segurança e qualidade de vida da população. A infraestrutura constitui um exemplo da execução de projetos financiados com impacto direto no território e no quotidiano das pessoas.


