Primeiro-Ministro lança nova fase no ensino superior com criação de duas universidades
O Primeiro-Ministro anunciou hoje a criação da Universidade de Leiria e do Oeste e da Universidade Técnica do Porto, no âmbito de uma estratégia de reforço do ensino superior público e valorização do capital humano.
A decisão foi tomada em reunião descentralizada do Conselho de Ministros, em Pombal, e enquadra-se numa nova fase do sistema de ensino superior em Portugal, marcada pelo reforço da capacidade científica, pela aproximação à economia e pelo aumento da competitividade do país.
Segundo o Governo, os diplomas aprovados visam expandir a oferta de ensino universitário, reforçar a investigação e aprofundar a integração das instituições em redes de inovação, contribuindo para o desenvolvimento do sistema científico e tecnológico e para a coesão territorial.
Nova fase no ensino superior
Numa sessão no Instituto Politécnico de Leiria, Luís Montenegro classificou a criação da nova universidade como “um marco para o país” e para a região, sublinhando que a criação de universidades públicas não acontecia desde os anos 80.
A Universidade de Leiria e do Oeste resulta da evolução do atual politécnico, mantendo a sua identidade e reforçando a ligação ao tecido empresarial e à inovação tecnológica, com impacto direto na empregabilidade e no desenvolvimento económico da região.
Educação, ciência e inovação como eixo estratégico
O Primeiro-Ministro defendeu uma estratégia centrada na valorização do capital humano, sublinhando que a educação deve acompanhar as pessoas desde o início da vida até ao ensino superior.
O objetivo, afirmou, é potenciar o talento de cada pessoa e transformar o conhecimento em desenvolvimento económico e social, através da articulação entre educação, ciência e inovação.
Ligação às empresas e competitividade
Luís Montenegro destacou a importância de reforçar a ligação entre ensino superior, empresas e economia, defendendo um modelo em que aprendizagem, ciência e inovação avancem de forma integrada com a atividade produtiva.
Sublinhou ainda a necessidade de as instituições de ensino superior portuguesas reforçarem a sua capacidade de competir à escala europeia, num contexto em que o acesso a financiamento dependerá cada vez mais da qualidade e do mérito dos projetos.
Igualdade de oportunidades
Durante a intervenção, o Primeiro-Ministro afirmou que “quando um de nós não aproveita todo o seu potencial, perdemos todos”, defendendo que o país só será mais produtivo e competitivo se garantir igualdade de oportunidades.
Nesse sentido, destacou o reforço do investimento em alojamento estudantil e em políticas de ação social como instrumentos essenciais para assegurar que nenhum estudante fica limitado por razões económicas ou geográficas.
Aposta no ensino profissional
O Primeiro-Ministro reiterou também a aposta do Governo no ensino profissional e técnico, considerando que a diversificação das qualificações é essencial para responder às necessidades da economia e aumentar a competitividade do país.
O objetivo, afirmou, é construir “um Portugal tecnológico”, mais competitivo, menos burocrático e mais preparado para transformar conhecimento em crescimento económico e melhores salários.
