Primeiro-Ministro: Precisamos de inovação, ousadia e sinergias para podermos continuar a fortalecer o SNS

Luís Montenegro afirmou que está em curso uma grande aposta na reforma do SNS.

Primeiro-Ministro Luís Montenegro, na inauguração da primeira Unidade de Saúde Familiar Modelo C em São Pedro da Cadeira, Torres Vedras, 4 de agosto de 2026 (Gonçalo Borges Dias)

O Primeiro-Ministro inaugurou hoje o Centro de Saúde de São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras, a primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) Modelo C a entrar em funcionamento, que vem reforçar a cobertura de cuidados de saúde primários. A nova USF vai prestar cuidados de saúde primários a 5463 utentes da freguesia de São Pedro da Cadeira e parte da freguesia de Turcifal.

“Este momento tem um significado histórico. Porque apesar do modelo das USF C já estar previsto na lei há quase 20 anos, foi este Governo que tomou a decisão de abrir a primeira”, destacou o Primeiro-Ministro, acrescentando que o processo vai continuar com a criação muito em breve de mais três unidades em Óbidos, Bombarral e Caldas da Rainha. 

“Precisamos de inovação, de ousadia, de sinergia para podermos continuar a fortalecer o Serviço Nacional de Saúde”, disse. “E quando a comunidade se envolve, quando há partilha de conhecimento, de equipamento, de recursos humanos e partilha de risco, conseguimos encontrar soluções novas”, concluiu. 

O Primeiro-Ministro destacou ainda que “vamos continuar a abrir outras USF modelo C, assim consigamos ter parceiros, que podem ser empresas privadas, municípios, associações intermunicipais ou instituições sociais, dentro das condições que são mais vantajosas para o SNS”. Porque o importante é garantir o acesso de todos.

Segundo Luís Montenegro, está em curso uma grande aposta na reforma do SNS: “hoje, estamos aqui numa pequena unidade que teve uma intervenção ao abrigo do PRR mas já foram realizadas 192 intervenções semelhantes, ou até muito mais profundas do que esta, em unidades de cuidados de saúde primário em todo o país. É um esforço brutal, onde tivemos de recuperar anos e anos de investimentos que foram atrasados”. 

“A nossa intenção é servir o interesse da comunidade. Se conseguirmos com este modelo de USF mais acesso a consultas, exames e, com isto, antecipar e prevenir muitos problemas de saúde, estamos a cumprir o desígnio do SNS”, destacou o primeiro-ministro, que realçou que o Governo continua também empenhado em fortalecer as unidades de saúde familiar tradicionais. “O desafio, nos últimos anos, ficou ainda maior. Aos utentes sem acesso a médico de família juntaram-se muitos outros. E apesar de se ter conseguido cativar mais médicos com a especialidade de medicina geral e familiar, não são os suficientes.”  

“A espinha dorsal do nosso sistema de saúde é o Serviço Nacional de Saúde. Não há dúvidas quanto a isso. Mas queremos soluções que deem mais resposta, gastando menos recursos. Com mais eficiência e otimizando recursos”, garantiu.