Primeiro-Ministro reafirma a prioridade de aumentar a oferta de habitação em Portugal
Luís Montenegro reafirma compromisso com mais habitação, menos impostos e regras mais simples

Primeiro-Ministro Luís Montenegro, na cerimónia de entrega das chaves de habitações sociais, em Parada, Arcos de Valdevez, 30 de setembro de 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, reafirmou a prioridade de aumentar a oferta de habitação em Portugal, através da construção, da reabilitação e da colocação de mais casas no mercado. Na entrega das chaves de habitações sociais a 32 famílias, na Unidade Habitacional de Parada, em Arcos de Valdevez, destacou uma estratégia que combina investimento público, redução de impostos e apoios às famílias.
As casas integram um plano que já permitiu entregar 32 mil habitações este ano, com a estimativa de chegar às 40 mil até ao final de 2026 e 50 mil em 2027: “aumentar a oferta pública é uma responsabilidade de um Estado que tem uma visão social, como nós temos”, afirmou Luís Montenegro.
Reforçar a oferta e recuperar património público
A estratégia pretende aumentar o peso da habitação pública, que, segundo Luís Montenegro, representava apenas 2% da oferta quando o Governo iniciou funções. Inclui a recuperação de património público sem utilização, como antigas escolas e outros equipamentos devolutos.
Os programas em execução e em desenvolvimento representam um investimento superior a 10 mil milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, do Orçamento do Estado e instrumentos de apoio aos municípios. Até 2030, o objetivo é concretizar as 133 mil habitações previstas nas estratégias locais de habitação.
Menos impostos, regras mais simples e apoios às famílias
“Menos impostos, menos burocracia, mais simplificação”, sintetizou Luís Montenegro, destacando os apoios ajustados às necessidades das famílias e dos territórios.
Segundo o Primeiro-Ministro, mais de 100 mil jovens já beneficiaram da isenção de impostos na compra da primeira habitação e cerca de metade recorreu também à garantia pública.
Luís Montenegro reconheceu a preocupação com a subida dos preços dos combustíveis e recordou os descontos e os apoios aos setores mais afetados. Apesar dos efeitos das tempestades e do conflito no Médio Oriente, manifestou confiança num saldo orçamental positivo no final do ano, associando o equilíbrio das contas públicas à capacidade de investir e apoiar as famílias.