Intervenção do Ministro das Finanças «Conversas sobre a Memória e o Futuro da Administração Pública»

Ontem demos início ao "Mês da Inovação na Administração Pública", que integra um conjunto de iniciativas que celebram a capacidade da Administração Pública se reinventar e transformar para lidar com os desafios presentes e futuros.

É também o mês em que, simbolicamente, assinalamos o primeiro aniversário do SIIGeP, o Sistema de Incentivos à Inovação na Gestão Pública, que visa promover a criatividade e o espírito empreendedor dos trabalhadores e dirigentes na transformação dinâmica dos seus serviços para melhor responderem às necessidades que a nossa sociedade enfrenta.

Há precisamente um ano, por ocasião do Encontro "Inovação na Gestão da Administração Pública" em que foi anunciado o SIIGeP, tive a oportunidade de sublinhar que inovar não é uma moda, mas uma questão de sobrevivência de todas as organizações.

E isto traduz-se na capacidade de se adaptar a um mundo em permanente mudança, que será cada vez mais digital, que lida com o envelhecimento da população e com alterações climáticas que alteram modos de vida de forma muito profunda.

Estes desafios exigem uma transformação das políticas públicas, que têm de ser cada vez mais transversais, mas também das organizações, porque exigem uma capacidade de resposta que não está ao alcance dos modos mais tradicionais de funcionamento, que são demasiado verticalizados e compartimentados. 

Estes desafios exigem novos modelos de gestão, mais participados, mais abertos e com responsabilidade partilhada pela utilização de recursos escassos.

O que significa que trabalhadores e dirigentes devem aprender com o passado mas também saber perspetivar o futuro, criando condições para entregar mais e melhor valor aos cidadãos e às empresas, com eficiência e capacidade de resposta a necessidades que mudam em permanência.
 
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