«Parceiros sociais têm consciência clara da urgência de melhorar os rendimentos das famílias»
«Parceiros sociais têm consciência clara da urgência de melhorar os rendimentos das famílias»

Primeiro-Ministro António Costa Ministros Mário Centeno, Vieira da Silva, Manuel Caldeira Cabral, e Capoulas Santos na Comissão Permanente de Concertação Social, Lisboa, 10 dezembro 2015
Concertação social, 10 dezembro 2015
«Todos os parceiros sociais têm consciência clara da urgência dos acordos para melhorar os rendimentos das famílias e assim estimular a procura interna», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa no final da reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, em Lisboa. A proposta do Governo é que o salário mínimo aumente para 530 euros no início de 2016, e que atinja os 600 euros até ao final da legislatura, havendo flexibilidade quanto aos valores para 2017 a 2019.
O aumento do salário mínimo ao longo da legislatura «é um compromisso do Programa do Governo», sendo «desejável que o acordo se faça na concertação social», disse António Costa, acrescentando que «o Governo tem obrigação de ouvir os parceiros sociais - e nós fizemos mais do que isso, apresentámos uma proposta -, sendo agora tempo de os parceiros se pronunciarem». «Na terça-feira [dia 15] haverá uma nova reunião em que os parceiros darão os seus pareceres e depois o Governo tomará uma decisão final», acrescentou.
O Primeiro-Ministro disse ainda que o desejo do Governo é que haja um acordo sobre os valores do aumento faseado do salário mínimo ao longo de quatro anos, para que as empresas possam programar a sua vida e fazer os seus investimentos com previsibilidade.
António Costa sublinhou a importância de desenvolver uma cultura de diálogo social, não só na concertação social, mas também na contratação coletiva e nas próprias empresas, desejando o Governo dinamizá-lo a todos estas níveis, acrescentando que, «tal como fomos capazes de dinamizar o diálogo político para encontrar uma solução de estabilidade para o Pais, confio que também seremos capazes de dinamizar o diálogo social».
O Governo apresentou à Comissão Permanente de Concertação Social três propostas sobre matérias estratégicas para o desenvolvimento económico e social do Pais, com o objetivo de conseguir mais crescimento, melhor emprego e mais igualdade. Estas propostas incluem, além do aumento do salário mínimo, as necessidades de recuperação do investimento e de recapitalização das empresas, e um conjunto de nove tópicos para promover o desenvolvimento económico e social do Pais, que deverão ser desenvolvidos pelos parceiros sociais e rediscutidos.
O Primeiro-Ministro referiu que o Governo ficou «muito agradado com forma como decorreu a reunião, com a boa receptividade dos parceiros aos documentos que o Governo apresentou e que visam chegar a um acordo estratégico de médio prazo».
Além do Primeiro-Ministro estiveram presentes os Ministros das Finanças, Mário Centeno, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.
