Conselho Florestal Nacional reuniu-se pela primeira vez
Conselho Florestal Nacional reuniu-se pela primeira vez

Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, na primeira reunião do Conselho Florestal Nacional, Lisboa, 10 fevereiro 2016
Florestas, 10 fevereiro 2016
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, afirmou que «importa proceder a uma reforma estrutural do setor florestal e criar condições para fomentar uma gestão florestal profissional e sustentável, potenciando o aumento da produtividade e da rentabilidade dos seus ativos, com base num melhor ordenamento dos espaços florestais».
O Secretário de Estado intervinha na primeira reunião do Conselho Florestal Nacional, no dia em que se completou um ano sobre a publicação do diploma que determinou a sua constituição, reunião que decorreu nas instalações do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, em Lisboa.
Amândio Torres sublinhou ainda «a importância do setor florestal no desenvolvimento económico do País», nomeadamente «na criação de emprego e no incremento das exportações», na presença da maioria das 44 entidades que compõem o Conselho.
Principais medidas
O Secretário de Estado apresentou as principais linhas orientadoras do Programa do XXI Governo para o setor, tendo destacado as seguintes medidas:
- Apoiar o movimento associativo florestal e redinamizar as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF);
- Desenvolver outros modelos de exploração florestal, como as Sociedades de Gestão Florestal (SGF) e os Fundos de Investimento Imobiliários Florestais (FIIF);
- Melhorar a gestão florestal dos baldios com a adoção de modelos flexíveis, visando o incremento da participação dos compartes no respeito dos valores sociais, económicos e ambientais das Unidades de Baldio;
- Fazer das Matas Nacionais áreas de referência em matéria de gestão florestal;
- Aumentar a produção e a produtividade das fileiras florestais através do aumento das áreas de pinheiro bravo e do montado de sobro e de azinho, limitando a expansão da área do eucalipto, designadamente através da alteração do Regime Jurídico das Ações de Arborização e Rearborização;
- Rever e melhorar o Programa de Sapadores Florestais;
- Desenvolver as fileiras do setor florestal e aumentar a rentabilidade dos proprietários florestais;
- Estimular a certificação da gestão florestal sustentável e a criação de novas áreas de negócio no mercado florestal;
- Apoiar a investigação aplicada para o aumento da produtividade e de novos modelos de silvicultura.
Foto: Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, na primeira reunião do Conselho Florestal Nacional, Lisboa, 10 fevereiro 2016
