Saúde pretende criar rede de voluntários para apoiar pessoas dependentes
Saúde pretende criar rede de voluntários para apoiar pessoas dependentes

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na apresentação do Programa Nacional para a Saúde, Literacia e Autocuidados, Lisboa, 10 março 2016 (Foto: Manuel de Almeida/Lusa)
Saúde informada, 10 março 2016
«Cada vez mais, com o envelhecimento da população, é preciso criar condições para que os idosos e as pessoas com dependência fiquem em sua casa e possam ser apoiadas, naturalmente com o apoio dos serviços de saúde e do Serviço Nacional de Saúde», afirmou o Ministro da Saúde numa declaração após a apresentação do Programa Nacional para a Saúde, Literacia e Autocuidados, em Lisboa.
Adalberto Campos Fernandes acrescentou que «atribuímos aos cuidados informais uma grande importância», pelo que os cuidadores informais, a sua formação, capacitação e alargamento no País, estão incluídos no programa.
A ideia é criar uma rede de pessoas – em regime de voluntariado, a nível familiar ou comunitário – que estejam dispostas a dar o seu tempo para ajudar idosos ou dependentes no seu domicílio e assim «diminuir a pressão e recurso inapropriado aos hospitais por falta de apoio e isolamento».
«Começaremos a agregar essa rede» no próximo ano, disse também o Ministro, acrescentando que «este é um projeto a médio prazo».
«Julgamos haver condições, no próximo ano, de avançar para a definição do estatuto do cuidador informal e isso será muito bom para o conjunto de respostas de saúde», disse ainda.
Vida ativa
Adalberto Campos Fernandes referiu que no centro da primeira fase de desenvolvimento do Programa será colocada a «noção de vida ativa, física, intelectual e afetivamente».
Para isto, entre 2016 e 2017 serão desenvolvidas campanhas que explorem «todas as oportunidades para promover o conceito de vida ativa», em diversos meios comunicacionais e promocionais.
Entre as várias formas para alcançar os objetivos deste programa, incluem-se a prevenção da diabetes ou da obesidade e a promoção da saúde mental, do envelhecimento saudável e da utilização racional e segura do medicamento.
O Programa Nacional para a Saúde, Literacia e Autocuidados tem como principal objetivo fazer com que os cidadãos tomem decisões informadas sobre a sua saúde, tendo em conta que Portugal tem baixos níveis de literacia em saúde.
Neste âmbito, serão escolhidas e desenvolvidas aplicações para telemóveis destinadas a promover a vida ativa e a prevenir situações de dependência na população jovem, que depois serão tidas em conta em iniciativas de educação para a saúde para jovens.
Portal do SNS
O Programa tem também como preocupação a circulação dos portugueses no sistema de saúde, ajudando as pessoas a conhecer melhor os serviços de saúde, de forma a utilizá-los mais eficaz e eficientemente, para o que foi também desenvolvido o portal do Serviço Nacional de Saúde.
O Portal do SNS vai também conter um Repositório de Literacia em Saúde, que recolhe, analisa, seleciona e divulga seletivamente projetos e instrumentos que configurem boas práticas em educação, literacia e autocuidados.
Os espaços de atendimento do SNS deverão passar a incluir informações de educação para a saúde e literacia.
Foto: Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na apresentação do Programa Nacional para a Saúde, Literacia e Autocuidados, Lisboa, 10 março 2016 (Foto: Manuel de Almeida/Lusa)
