Diretiva sobre branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo transposta até ao fim do ano
Diretiva sobre branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo transposta até ao fim do ano

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem
O Governo vai transpor, até ao final de 2016, a quarta Diretiva da União Europeia sobre branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo e melhorar a legislação de combate ao terrorismo e ao seu financiamento.
A garantia foi deixada pela Ministra da Justiça, na sessão de abertura do II Encontro da Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária, que decorreu em Lisboa, com o tema «Financiamento do terrorismo e branqueamento: novos desafios», e decorre do compromisso assumido pelos Ministros da Justiça da União Europeia.
Francisca Van Dunem lembrou que, «apesar dos progressos já verificados, é necessário prosseguir na atualização do quadro jurídico e regulamentar em vigor».
A Ministra sublinhou a importância da atuação da Polícia Judiciária e da sua Unidade de Informação Financeira nesta área, a par da atividade de outros serviços na tutela do Ministério da Justiça, destacando o Instituto dos Registos e do Notariado e a Direção-Geral da Política de Justiça.
Francisca Van Dunem afirmou que «a criminalidade económico-financeira e, em especial o branqueamento de capitais e o terrorismo e seu financiamento, a par da corrupção, constituem, no momento presente, uma séria ameaça ao Estado de Direito, ao desenvolvimento sustentado e ao progresso social, à boa governação e ao bem-estar dos cidadãos».
No evento, que também contou com a presença do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, a Ministra da Justiça constatou que, apesar da estagnação da economia mundial nos últimos anos e das medidas sucessivamente adotadas, no plano das organizações internacionais e dos próprios Estados, o branqueamento de capitais não tem dado sinais de abrandamento.
Tratando-se de um tema trazido para a atualidade, sobretudo pelos atentados de Bruxelas e pela recente investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas que ficou conhecida como Papéis do Panamá, Francisca Van Dunem afirmou que o combate a estes dois fenómenos, muitas vez interligados, «requer uma permanente troca de informação entre os serviços de informações e as autoridades de investigação especializadas, no caso português, a Polícia Judiciária».
A Ministra desafiou ainda as instituições financeiras e as atividades e profissões não financeiras a identificarem os riscos a que estejam expostos e adotarem medidas concretas para os evitar ou mitigar.
