Governo reforça prioridade dada às questões ambientais
Governo reforça prioridade dada às questões ambientais

Foto de família dos membros do Governo no Conselho de Ministros do Ambiente no Convento da Arrábida, Setúbal, 8 junho 2016 (Foto: Clara Azevedo)
Conselho de Ministros do Ambiente, 8 junho 2016
O Conselho de Ministros aprovou medidas para descarbonizar a sociedade, desenvolver a economia circular e valorizar o território. O Ministro ao Ambiente, Matos Fernandes, referiu que o Conselho de Ministros foi dedicado «ao setor do ambiente, que é cada vez menos um setor», pois as suas políticas são cada vez mais estruturantes.
A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, referiu que os diplomas aprovados «reforçam a prioridade dada pelo XXI Governo Constitucional às questões ambientais, tendo em vista o crescimento económico sustentável, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas».
O comunicado do Conselho de Ministros refere que os três eixos citados são «fundamentais para a concretização dos objetivos de desenvolvimento sustentável que, com base numa visão transversal e colaborativa, permitirão a Portugal vencer os enormes desafios que se colocam a este nível».
Na conferência de imprensa final, o Ministro do Ambiente apontou «sete desafios muito claros» que se colocam na área ambiental:
- reduzir as emissões de carbono, nomeadamente nos transportes, na agricultura e florestas e nos edifícios, que são muito menos controladas do que na indústria;
- desenvolver a economia circular e do fim da economia linear, isto é, do reaproveitamento dos resíduos;
- reabilitar o edificado criando cidades mais densas que necessitem de menos transportes e infraestruturas;
- desenvolver a mobilidade urbana sustentável, reduzindo o transporte individual que é muito mais utilizado em Portugal em comparação com a União Europeia;
- adaptar o território às alterações climáticas, nomeadamente o litoral português que é o mais afetado da Europa;
- valorizar o território natural (22% do País são áreas protegidas) apostando no desenvolvimento da sua biodiversidade, da qual faz parte o homem, integrando-o e às sua atividades, no território;
- aumentar a qualidade dos serviços ambientais.
Matos Fernandes apontou também nove medidas concretas tomadas pelo Conselho de Ministros:
- ratificar acordo de Paris sobre alterações climáticas, colocando Portugal na linha da frente na União Europeia);
- estabelecer que até 2020, 60% das compras públicas serão ecológicas;
- por em funcionamento o plano reabilitação edificado;
- estabelecer como prioridade da política de eficiência energética da Administração Pública a remoção do amianto nos 2000 edifícios públicos que o contêm, cabendo a cada área do Governo estabelecer as prioridades;
- passar os transportes públicos rodoviários de Lisboa e do Porto (Carris e STCP) respetivamente para os municípios de Lisboa e para os seis municípios do Grande Porto que servem (sendo os défices de exploração assumidos pelas autarquias e mantendo-se compensações pelo serviço público), e expansão da redes de Metro de Lisboa e do Porto;
- adaptar as 22 zonas mais em risco devido às alterações climáticas através do investimento de 500 milhões de euros;
- concentrar os sistemas de abastecimento de água nos territórios de baixa densidade através do uso de fundos comunitários ao processo;
- desenvolver experiências-piloto para gestão descentralizada das áreas protegidas envolvendo autarquias e organizações não-governamentais;
- criar um programa de mobilidade elétrica para os serviços ambientais (recolha de resíduos, per exemplo) prestados pelos municipais através de um investimento de 20 milhões de euros.
O Ministro referiu ainda que o Governo decidiu criar o Fundo Ambiental por agregação de quatro fundos existentes, permitindo uma gestão mais flexível.
Este fundo terá uma expetativa de receitas de 160 milhões de euros por ano, e permitirá aumentar o investimento de receitas que não o estavam a ser. A cada ano, o Ministro ao Ambiente definirá as prioridades de investimento dos dinheiros do fundo.
Foto: Foto de família dos membros do Governo no Conselho de Ministros do Ambiente no Convento da Arrábida, Setúbal, 8 junho 2016 (Foto: Clara Azevedo)
