Atuação do Banco de Portugal deve assentar na transparência, credibilidade e rigor

Atuação do Banco de Portugal deve assentar na transparência, credibilidade e rigor

Banco de Portugal, 20 junho 2016

Ministro das Finanças, Mário Centeno, apresenta os novos administradores do Banco de Portugal, Lisboa, 20 junho 2016

«Os eixos de funcionamento no relacionamento do Banco de Portugal com a sociedade devem ser a transparência, a credibilidade e o rigor», afirmou o Ministro das Finanças, Mário Centeno, na apresentação dos novos administradores do Banco, Elisa Ferreira e Luís Máximo dos Santos, em Lisboa.

«O Banco de Portugal é uma organização essencial para o progresso da sociedade e da economia portuguesa», sublinhou também o Ministro.

«A consolidação do sistema financeiro tem sido apresentada pelo Governo como um objetivo», referiu, acrescentando que esta meta «encerra duas ideias: a necessidade de se tornar eficaz no cumprimento da intermediação financeira na economia portuguesa» e «a necessidade de se basear numa regulação financeira à altura destes desafios».

Mário Centeno afirmou ainda que, por um lado, «a intermediação financeira tem uma dimensão interna, entre poupança e investimento, estando hoje inserida num contexto europeu do qual somos parte ativa, quer no financiamento da economia, quer nos seus aspetos regulamentares».

Por outro lado, o Ministro referiu que «outra dimensão relevante para o Banco de Portugal é o seu papel enquanto supervisor».

«O Banco de Portugal é, essencialmente, uma instituição nacional nesta dimensão, o que não conflitua com a sua independência, em termos de condução da política monetária», concluiu.

Novos administradores do Banco de Portugal

Elisa Ferreira é licenciada em Economia pela Faculdade de Economia do Porto. Mestre e Doutorada em Economia pela Universidade de Reading, no Reino Unido, foi Ministra, deputada à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu.

Luís Máximo dos Santos é licenciado e Mestre em Direito pela Universidade de Lisboa (FDUL). Atualmente, presidia ao conselho de administração do Banco Espírito Santo e à comissão liquidatária do Banco Privado Português.

Antigo jurista do Banco de Portugal, investigador do Centro de Investigação em Direito Europeu, Económico e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o novo administrador presidiu ainda ao grupo de trabalho para a Reavaliação dos Benefícios Fiscais.

Foi vogal do Conselho Superior da Magistratura e do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais.

Áreas: Finanças