Conhecimento dos recursos marítimos «com muita exigência, mas sem preconceitos»

Conhecimento dos recursos marítimos «com muita exigência, mas sem preconceitos»

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, na Conferência Internacional de Engenharia e Tecnologia Marítima, Lisboa, 6 julho 2016 (DR)

A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou que «cumprir o desígnio do Mar não é coisa do passado, de velho do Restelo. O Mar é hoje. Agora. É conhecimento, tecnologia, economia, inovação, sustentabilidade, glamour».

Perante uma plateia de professores, empresários e jovens estudantes do Instituto Superior Técnico, Ana Paula Vitorino disse que quer seja nas pescas, nas energias offshore ou em qualquer outra área de atividade, que tenha por base o nosso imenso território marítimo, «não há benefício económico que justifique danos ambientais irreversíveis».

A Ministra referiu, no entanto, que em matéria de energia e de conhecimento dos nossos recursos offshore se deve «ser exigente mas não preconceituosos».

Na Conferência Internacional de Engenharia e Tecnologia Marítima, organizada pelo Instituto Superior Técnico, a Ministra deixou uma mensagem de confiança no aumento do número de alunos, que frequentarão os cursos de engenharia naval. Aliás, Ana Paula Vitorino sugeriu que a designação fosse «engenharia do Mar» para melhor corresponder aos desafios e oportunidades de futuro.

A Ministra reafirmou as linhas estratégicas do Ministério do Mar: conhecimento, soberania e economia. São estes os três vértices de um triângulo ligado por princípios de sustentabilidade.

Propostas do Governo

Ana Paula Vitorino fez uma síntese das propostas que estão a ser trabalhadas pelo Governo, no sentido de «inverter a tendência de decréscimo da Marinha Mercante» nacional e «fazer tudo o que está ao alcance para aumentar a competitividade dos portos nacionais, através de investimentos necessários, mas também da desmaterialização de processos».

Neste contexto, destacou os ganhos da Janela Única Portuária e a necessidade de levar o Simplex do Mar a todo o sistema logístico de apoio na interland.

A Ministra reforçou a mensagem no conhecimento a importância da literacia oceânica. O Prémio Mário Ruivo, criado pelo atual governo e as fontes de financiamento à investigação, através do Fundo Azul e dos programas de apoio do Mar 2020, são ativos reais que a Ministra apresentou às novas gerações de engenheiros.

O objetivo global, traçado em cada proposta política, é duplicar os valores da economia do Mar até 2020. «Não é uma proposta ambiciosa se todos colaborarem para um propósito comum», disse.

A Ministra do Mar deixou os desafios aos professores e investigadores do Instituto Superior Técnico no sentido de reforçarem a oferta de formação multidisciplinar e aos estudantes para «agarrarem as oportunidades de cumprir um futuro sustentável».

 

Foto: Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, na Conferência Internacional de Engenharia e Tecnologia Marítima, Lisboa, 6 julho 2016 (DR)

Áreas: Mar