Mais de 30 associações discutiram política de imigração com Ministro Adjunto

Mais de 30 associações discutiram política de imigração com Ministro Adjunto

Ministro Adjunto

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, discutiu política de imigração com mais de 30 associações, Lisboa, 14 setembro 2016

O Governo quer reforçar a territorialização das políticas na área da imigração, promovendo uma articulação estreita com as autarquias, com as entidades públicas e com as associações de imigrantes.

Esta foi uma das conclusões da reunião de trabalho promovida pelo Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, com mais de 30 associações de imigrantes.

«O vosso papel é determinante para o sucesso do acolhimento e da integração das pessoas migrantes na sociedade portuguesa», disse Eduardo Cabrita aos representantes das associações, lembrando também o período particularmente importante e exigente que Portugal atravessa nesta área, com a chegada de cidadãos refugiados.

Na reunião, que teve lugar no Palácio Foz, em Lisboa, participaram também a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, e o Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado.

Reforçar rede de serviços de proximidade aos migrantes

O Ministro Adjunto transmitiu que é intenção do Governo reforçar a rede de serviços de proximidade aos cidadãos migrantes, através de uma estratégia de alargamento da Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), em parceria com as autarquias, nos territórios onde forem identificadas necessidades. Em breve, serão inaugurados os novos CLAIM de Lagoa e Tavira, tendo já outros municípios manifestado interesse em instalar um centro desta natureza.

O Ministro Adjunto explicou também que os planos nacionais para a integração dos migrantes que Portugal iniciou em 2007 deverão ter uma dimensão de proximidade, através de instrumentos que promovam o diálogo entre as instituições, as comunidades migrantes e as comunidades de acolhimento.

Nesse sentido, os financiamentos ao abrigo do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, vão ser direcionados para a criação de novos Planos Municipais para a Integração dos Migrantes e na implementação dos 19 já existentes em 21 municípios do País.

Os responsáveis das associações de imigrantes transmitiram ao Governo preocupações relacionadas com o ensino da língua portuguesa, a renovação das autorizações de residência, a segurança social e os apoios às associações.

O Governo pretende realizar estas reuniões trimestralmente, para auscultação e debate sobre as políticas na área das migrações.