Entrega de F-16 a Roménia, 28 setembro 2016

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Defesa Nacional entregam um capacete de voo do F-16 ao Ministro da Defesa da Roménia, Mihnea Ioan Motoc, Leiria, 28 setembro 2016

«Importa que os cidadãos saibam que os seus militares são capazes»

«Importa que os cidadãos saibam que os seus militares são capazes»

«Importa que os cidadãos saibam que os seus militares são capazes e que neles se revejam com orgulho, enquanto defensores e praticantes dos princípios e valores em que se fundou a unidade e identidade nacionais», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na cerimónia de entrega de seis aviões de combate F-16 portugueses à Roménia, na base aérea de Monte Real, em Leiria.

O Primeiro-Ministro afirmou ainda a necessidade de se criar «uma cultura de confiança nas capacidades do País e em particular das Forças Armadas» portuguesas, na cerimónia que contou também com a presença dos Ministros da Defesa de Portugal, Azeredo Lopes, e da Roménia, Mihnea Ioan Motoc.

Os seis aviões já entregues são os primeiros de 12 vendidos pelo XIX Governo em 2013, e a venda incluiu também a formação de 84 pilotos e de técnicos romenos em Portugal e o acompanhamento da instalação dos aviões na sua nova base.

Assim, com os aviões partem para a Roménia pilotos, engenheiros, programadores e técnicos de manutenção portugueses, que ali permanecerão durante dois anos.

Os próximos três aviões serão entregues até ao final do ano e as restantes três, as que foram compradas por Portugal ao fabricante norte-americano e ainda estão em processo de atualização, em setembro de 2017.

O processo de modernização dos aviões e de formação do pessoal, que começou em 2014, terminará em 2018.

O contrato contemplou a venda de 12 aparelhos, sendo nove monolugares e três bilugares, e a venda estava prevista na Lei de Programação Militar desde 2006 e na estratégia Defesa 2020, depois de Portugal ter decidido que não precisava de nove dos 39 F-16 de que então dispunha.

Portugal ganhou prestígio

O Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, afirmou que independentemente do resultado financeiro da venda, o que interessa ao Estado português é o prestígio de ter concluído com sucesso a missão de atualização e venda dos F-16 comprados há 22 anos aos Estados Unidos.

As mais-valias que venham a resultar do contrato serão investidas na Força Aérea, sublinhou o Ministro.

A Roménia já fez um pedido para o fornecimento de mais 12 aviões, uma possibilidade que está a ser analisada e que depende nãos apenas do acordo entre Portugal e a Roménia, mas também do acordo do fabricante do avião, os Estados Unidos.

O Ministro afirmou que Portugal não está em condições de alienar mais F-16, tendo já atingido o número ideal de aviões que foi decidido ser o necessário para as missões da Força Aérea - 30 aviões.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Defesa Nacional entregam um capacete de voo do F-16 ao Ministro da Defesa da Roménia, Mihnea Ioan Motoc, Leiria, 28 setembro 2016