Eleições nas CCDR darão legitimidade acrescida na construção do novo quadro comunitário

Eleições nas CCDR darão legitimidade acrescida na construção do novo quadro comunitário

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, na conferência «Norte e Território», Vila Real, 30 setembro 2016

O Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que as eleições indiretas para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), no início de 2018, vão dar uma «legitimidade acrescida» para que estas participem ativamente na construção do novo quadro comunitário.

«O que está em causa é que as CCDR sejam centros de pensamento estratégico e de afirmação das prioridades de desenvolvimento regional e tenham uma palavra a dizer na gestão eficaz e eficiente do Portugal 2020, mas sobretudo na construção do novo quadro (2021-2028) que começaremos a discutir já em 2018», afirmou, em Vila Real.

No caso da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, o Ministro referiu a possibilidade de, logo no início de 2018, poder contribuir «para a afirmação do potencial regional, para que toda a região Norte seja simultaneamente um espaço de coesão e um espaço de competitividade».

As eleições indiretas para as Comissões decorrerão depois das eleições autárquicas de 2017 e na região de Norte o corpo eleitoral ronda os 4000 eleitores.

Eduardo Cabrita afirmou que as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional têm a legitimidade e a capacidade para ter «uma intervenção relativamente a todas as áreas de atuação, na economia, nas políticas sociais, na atratividade regional ou na definição de prioridades para o próximo ciclo de programação de fundos europeus».

«Simplex para os fundos comunitários»

Na conferência «Norte e Território», organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, o Ministro referiu também a criação de um «Simplex para os fundos comunitários».

«Estamos a agilizar procedimentos, a simplificar as candidaturas e a ter um acompanhamento regular com os municípios sobre a forma como estão a decorrer as decisões sobre fundos comunitários», disse.

Eduardo Cabrita afirmou também que o objetivo é fazer um acompanhamento mensal «do nível de evolução dos fundos, identificando região a região, mês e mês» para descortinar «o que é que é possível fazer para que os municípios e as regiões tenham um papel decisivo na dinamização económica e na maximização do potencial resultante da utilização dos fundos europeus».

 

Foto: Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, na conferência «Norte e Território», Vila Real, 30 setembro 2016