Reabilitação urbana visa criar condições para o regresso das pessoas ao centro das vilas e cidades

Reabilitação urbana visa criar condições para o regresso das pessoas ao centro das vilas e cidades

O Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, afirmou que as obras realizadas ao abrigo das políticas de reabilitação urbana «são operações de profundo interesse público, social e ambiental, que acompanham aquilo que é uma tendência internacional».

Estas declarações foram feitas em Coimbra, na apresentação do programa Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível.

«A realidade parece roubar argumentos àqueles que criticam as políticas públicas do Estado, em conjunto com as autarquias, que visam reconverter e reabilitar edifícios devolutos, criando condições para o regresso das pessoas às áreas antigas das vilas e cidades», acrescentou o Secretário de Estado.

José Mendes referiu ainda que «os municípios pretendem reabilitar os seus centros históricos, pelo que é necessário que os poderes públicos garantiam, também, o direito básico à habitação da generalidade dos cidadãos».

Alojamento local

O Secretário de Estado afirmou também que, «apesar de considerar o alojamento local como algo muito interessante, é preciso atentar a algumas situações pontuais de excesso deste tipo de alojamento no centro das cidades».

«Este fenómeno da reabilitação orientada para o turismo é um fenómeno internacional, e começou a ser moderado por essas razões em diversas grandes cidades do mundo», afirmou José Mendes.

O alojamento local «é algo absolutamente transversal nas cidades por esse mundo fora, pelo que importa vigiar o interesse público e as políticas da habitação, para que não excluam as pessoas que precisam de casa», concluiu.