
Primeiro-Ministro António Costa intervém na apresentação do primeiro balanço sementral do Programa Nacional de Reformas, Lisboa, 9 novembro 2016 (Foto: António Pedro Santos/Lusa)
Programa Nacional de Reformas, 9 novembro 2016
Programa Nacional de Reformas traduz visão de futuro assente numa estratégia de médio prazo
Programa Nacional de Reformas traduz visão de futuro assente numa estratégia de médio prazo
Balanço dos primeiros seis meses do Programa Nacional de Reformas
«Um país constrói-se duma visão sobre o seu futuro e duma estratégia assente no médio prazo», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, no primeiro balanço semestral do Programa Nacional de Reformas, em Lisboa, onde também estiveram presentes vários membros do Governo, nomeadamente o Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, que apresentou o balanço.
O Primeiro-Ministro acrescentou: «Foi por isso que, durante vários meses, dinamizámos um debate público sobre qual a visão para o desenvolvimento do País, e é por isso que aprovámos e fizemos aprovar na União Europeia um documento fundamental que é o Programa Nacional de Reformas».
«O Programa Nacional de Reformas sintetiza a visão para o País e uma estratégia integrada que deve mobilizar toda a Administração Pública, o conjunto dos parceiros sociais e a sociedade em geral em torno de objetivos comuns», sublinhou António Costa.
Objetivo e estratégia
«Temos um desafio central que é vencer os bloqueios estruturais que, desde o início do século XXI, têm mantido o País numa prolongada estagnação, alternando anos de crescimento medíocre com anos de recessão económica», referiu ainda o Primeiro-Ministro.
António Costa disse que «temos de retomar uma estratégia que permita crescer e criar melhor emprego e maior igualdade, retomando uma trajetória de convergência com a União Europeia».
«Para que isso aconteça, há seis pilares fundamentais nos quais assenta o Programa Nacional de Reformas: qualificação das pessoas, inovação da economia, capitalização das empresas, valorização do território, modernização do Estado e reforço da coesão e da igualdade social», lembrou o Primeiro-Ministro.
António Costa realçou que «cada um destes seis pilares não vale por si só, valem todos articulados em conjunto, de modo transversal».
Programas
«O Programa Nacional de Reformas concretiza-se através de uma série de programas», referiu também o Primeiro-Ministro, exemplificando: «O programa Qualifica visa responder à necessidade imperiosa do País vencer o défice de qualificação da população adulta, assegurando a formação ao longo da vida».
«No Programa Indústria 4.0 estamos a trabalhar com os setores industriais para poder inovar e colocar a nossa indústria na frente da grande revolução que estamos a viver, da era digital».
«No Programa Nacional para a Coesão Territorial estamos a trabalhar para a valorização do território» e, «ao retomar o Programa Simplex, com o Simplex+, estamos a investir na modernização da Administração Pública», disse.
António Costa afirmou que «o Programa Capitalizar responde ao pilar da capitalização das empresas» e «no Programa Nacional de Combate à Pobreza Infantil estamos a trabalhar para executar o sexto pilar do Programa Nacional de Reformas, de erradicação da pobreza».
«E é desta forma coerente e sistemática que podemos cumprir com o nosso objetivo de vencer os bloqueios estruturais», referiu o Primeiro-Ministro, acrescentando que «a coerência desta estratégia é fundamental que se reflita em cada um dos instrumentos governativos».
«Daí o Orçamento do Estado para 2017 procurar traduzir o cumprimento destas metas», disse António Costa, exemplificando: «O Orçamento assegura condições financeiras para generalizar o ensino pré-escolar a todas as crianças até aos 3 anos de idade, remetendo para o pilar da qualificação».
«O Programa Semente dá benefícios fiscais para investir em start-ups, sendo parte de uma estratégia que visa contribuir para a inovação através das empresas. A inauguração de 20 novas Lojas do Cidadão ou a generalização da notificação via eletrónica procura efetivar a modernização do Estado», referiu.
«A discriminação positiva das empresas que se instalem no interior valoriza o território, bem como a duplicação do investimento na ferrovia. A isenção do IVA alfandegário ajuda a tesouraria das empresas e promove a competitividade dos portos, tirando partido de um dos nossos maiores ativos que é o mar».
«O mesmo se passa com o Programa Capitalizar, que promove a capitalização das empresas através de capitais próprios, para termos empresas financeiramente mais fortes. O desenvolvimento de programas na área da educação e da saúde combatem a pobreza e procuram reduzir as desigualdades no País», afirmou António Costa.
O Primeiro-Ministro concluiu: «Em cada ação do Governo, a primeira preocupação é como utilizar o Orçamento para por no terreno uma estratégia global para o País. Ninguém constrói um país olhando cada dia isoladamente. A política só faz sentido numa visão de médio prazo, que una o País numa visão estratégica harmoniosa que se executa no terreno».
Foto: Primeiro-Ministro António Costa intervém na apresentação do primeiro balanço sementral do Programa Nacional de Reformas, Lisboa, 9 novembro 2016 (Foto: António Pedro Santos/Lusa)
