Orçamento para 2017 «reforça a atratividade de investimento no País»

Orçamento para 2017 «reforça a atratividade de investimento no País»

Assembleia da República, 18 novembro 2016

Ministro das Finanças, Mário Centeno, no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, Assembleia da República, 18 novembro 2016 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)

«O Orçamento do Estado para 2017 promove uma política de estabilidade fiscal, garante uma maior justiça fiscal, e reforça a atratividade do investimento no País», afirmou o Ministro das Finanças, Mário Centeno, no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, na Assembleia da República.

O Ministro acrescentou: «O Governo compreende as dificuldades que as empresas enfrentam» e «contribui para a melhoria das suas condições de mercado». E exemplificou com o adiantamento do IVA alfandegário.

«Mas não esquecemos as dificuldades dos empreendedores com boas ideias e bons projetos», sublinhou Mário Centeno, referindo o programa Semente, «que reúne benefícios fiscais para as startups».

«Com o pensamento no futuro, revogámos a verba do imposto do selo», cuja receita «será para reforçar o fundo de estabilização financeira da Segurança Social», disse ainda o Ministro.

Medidas para as famílias

O Ministro afirmou ainda: «Em 2017 as famílias terão:

  • Extinção da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES);
  • Atualização de todas as pensões;
  • Atualização do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), aumento do Rendimento Social de Inserção (RSI) e do Complemento Solidário para Idosos (CSI);
  • Aumento do abono de família nos três primeiros escalões;
  • Aumento do subsídio de alimentação para os funcionários públicos».

«Este Orçamento tem uma perspetiva da equidade social que está refletida em medidas como a tarifa social da água» ou «a oferta dos manuais escolares para os alunos do primeiro ciclo», acrescentou Mário Centeno.

O Ministro disse também que «estamos já a implementar o IRS automático, que vem concretizar o Simplex+».

Papel do Estado

«Procuramos exercer um outro papel que o Estado deve ter quando concebe políticas públicas: o de induzir comportamentos», afirmou Mário Centeno.

O Ministro acrescentou: «Os impostos indiretos que este Orçamento altera têm carater ambiental e de saúde pública».

«O ISV é agravado sobre a aquisição de veículos novos com características mais poluentes. Promovemos o desincentivo ao consumo de bebidas especialmente adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes», concluiu.

 

Foto: Ministro das Finanças, Mário Centeno, no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, Assembleia da República, 18 novembro 2016 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)

Áreas: Finanças