«Pela primeira vez teremos o nosso défice orçamental a cumprir as regras da União Europeia»
«Pela primeira vez teremos o nosso défice orçamental a cumprir as regras da União Europeia»

Primeiro-Ministro António Costa com os membros do Conselho da Diáspora Portuguesa, Lisboa, 21 Dezembro 2016 (Foto: Manuel de Almeida/Lusa)
Conselho da Diáspora, 21 dezembro 2016
«Pela primeira vez teremos o nosso défice orçamental a cumprir as regras da União Europeia», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa perante os membros do Conselho da Diáspora Portuguesa, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em Lisboa.
O Primeiro-Ministro acrescentou que «agora, que já faltam poucos dias para o final do ano, já podemos dizer com tranquilidade e segurança que o défice ficará mesmo abaixo dos 2,5%, o limite que tinha sido fixado pela Comissão Europeia. Ficaremos abaixo, com conforto, dos 2,5%».
António Costa destacou também que «somos um país que goza de saudável estabilidade política: ainda hoje o Senhor Presidente da República promulgou o Orçamento para 2017, o que significa que até metade da legislatura a política orçamental está definida, aprovada e estabilizada».
2016 «foi um ano de viragem económica em Portugal», tendo também sido um ano durante o qual o País registou um grande sucesso internacional, com eleição de António Guterres para Secretário-Geral das Nações Unidas, e um sucesso desportivo, com a vitória no campeonato europeu de futebol.
Redução da dívida
Para 2017, o objetivo do Governo é a redução progressiva da dívida externa, «que todos sabem que é elevada», nomeadamente através do aumento das exportações, as quais, apesar das dificuldades com a recessão em alguns mercados estrangeiros, vão crescer este ano.
«Felizmente as nossas exportações têm encontrado novos caminhos e vão crescer mais de 6%. Como nas últimas duas décadas todos os anos as exportações têm crescido, isto significa que, cada ano em que se cresce, é o mesmo que subir a parte mais difícil da montanha», referiu.
O Primeiro-Ministro assinalou também que várias empresas estrangeiras localizadas em Portugal «estão a anunciar planos de expansão» e que outras têm manifestado interesse em investir ou instalar-se no País.
Executar o Programa Nacional de Reformas
Por outro lado, «somos um dos cinco países considerados mais seguros a nível mundial, o que nos enche de orgulho, mas também de preocupação com o que acontece pelo mundo fora».
«Tudo isto cria condições para reforçar a confiança na economia portuguesa e na sua capacidade de enfrentar os desafios do futuro», afirmou ainda António Costa.
Num mundo rodeado por incertezas, «a estabilidade é um fator essencial para a confiança no investimento e para que o País se concentre no essencial: A execução do Programa Nacional de Reformas para resolver os problemas estruturais de Portugal».
«Por isso, neste momento de viragem, mais do que nunca é importante mobilizar a nossa diáspora, não só para a motivar em relação a Portugal, mas também porque é um excecional canal de transmissão para as diferentes comunidades em que se inserem sobre aquilo que é a realidade efetiva do País», concluiu.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa com os membros do Conselho da Diáspora Portuguesa, Lisboa, 21 Dezembro 2016 (Foto: Manuel de Almeida/Lusa)
