Interligações devem ser norma comunitária para haver um mercado europeu de energia
Interligações devem ser norma comunitária para haver um mercado europeu de energia

Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches
Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches
«As interligações são uma declaração política que foi feita. O Governo entende que as interligações devem ser mais do que isso, devem ser uma própria norma comunitária, que imponha a existência de interligações», afirmou o Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches.
Estas declarações foram feitas à agência Lusa, em Paris, onde Jorge Seguro Sanches participou na abertura da conferência anual da associação francesa da energia renovável.
O Secretário de Estado sublinhou que «não faz sentido discutir a existência de um mercado europeu de energia se não houver interligações».
«Este é um processo que tem 20 anos de debate, mas - agora que a Comissão Europeia colocou na agenda de discussão um pacote de energia -, espero que passe a ser uma obrigação dos Estados a existência de interligações», referiu ainda Jorge Seguro Sanches.
Objetivo
«Acho que o grande objetivo que temos de ter agora pela frente é conseguir que isto seja uma norma do pacote de energia - precisamente a questão das interligações -, e não apenas uma declaração política», disse também o Secretário de Estado
Acrescentando que mantém «uma grande esperança na declaração feita em Marrocos, na Cimeira sobre as Alterações Climáticas (COP22), entre Portugal, Espanha, Marrocos, França e Alemanha», Jorge Seguro Sanches realçou que «há uma grande oportunidade que estes países consigam trabalhar ao nível da União Europeia para que estas interligações existam».
«Estou convencido que ainda durante este ano será lançado o concurso para a construção da interligação elétrica entre Portugal e Marrocos», afirmou o Secretário de Estado.
Estratégia nacional para as renováveis
«Ao longo dos anos, algum investimento nas energias renováveis em Portugal tem sido feito por empresas francesas, portanto, o Governo quer continuar a apelar a que estejam presentes connosco», disse Jorge Seguro Sanches, que apresentou a estratégia nacional para as energias renováveis.
Referindo que «se está a trabalhar ao nível da rede para que os investimentos possam ser mais fáceis no sul do País», o Secretário de Estado lembrou que, até finais de agosto de 2016, surgiram 380 megawatts de energia solar fotovoltaica em regime de mercado sem tarifa bonificada nem subsídios pagos pelos consumidores».
«Manifestações de interesse há bastante mais de um giga, mais de mil megawatts, mas só consideram firmes a partir do momento em que o produtor paga a licença», concluiu.
