Ministros da Defesa de Espanha, França, Itália e Portugal reafirmam confiança na NATO para enfrentar desafios do sul da Europa

Ministros da Defesa de Espanha, França, Itália e Portugal reafirmam confiança na NATO para enfrentar desafios do sul da Europa

Defesa, 7 fevereiro 2017

Ministros da Defesa de Espanha, Portugal, Itália e França reúnem no Porto para debater desafios ao setor no sudoeste da Europa, Porto, 7 fevereiro 2017

Os Ministros da Defesa de Espanha, França, Itália e Portugal subscreveram uma carta dirigida ao secretário-geral da NATO, na qual expressaram a sua posição conjunta relativamente aos desafios que se colocam neste setor, no sul da Europa. 

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, foi o anfitrião dos seus homólogos de Espanha, Maria Cospedal, França, Jean-Yves le Drian, e de Itália, Roberta Pinotti, numa reunião no Porto, com o objetivo de concertar posições sobre o estado da Aliança Atlântica e perspetivas futuras.

Os Ministros foram unânimes, afirmando que a NATO se mantém o principal pilar da segurança transatlântica e, mais do que nunca, deve estar preparada para responder aos desafios da atualidade.

A reunião focou-se, sobretudo, na eficiência da resposta da Aliança Atlântica às ameaças emergentes a sul, uma vez que estas assumem uma imprevisibilidade excecional. 

Tendo em conta a natureza multidimensional dos conflitos provenientes do sul, os Ministros referiram que a NATO deve robustecer a sua resposta ao nível político e estratégico, devendo melhorar as sinergias entre os diferentes intervenientes e as organizações internacionais e regionais, nomeadamente as Nações Unidas, a União Europeia e a União Africana. 

Os Ministros trocaram ainda impressões sobre os progressos da implementação da Cimeira de Varsóvia no que respeita à implementação da estrutura para o sul, que prevê medidas de defesa, dissuasão e projeção de estabilidade.

Os Ministros sublinharam também o valor acrescentado do conhecimento técnico da NATO para a comunidade internacional, assim como o conhecimento que a União Europeia desenvolveu - através do treino militar a países terceiros -, bem como a capacidade das Nações Unidas para estabelecer missões de paz duradouras.