Previsões da Comissão Europeia sobre economia portuguesa reconhecem sucesso da estratégia do Governo

Previsões da Comissão Europeia sobre economia portuguesa reconhecem sucesso da estratégia do Governo

As previsões de inverno da Comissão Europeia sobre a economia portuguesa reconhecem «o sucesso da estratégia económica do Governo», registando «uma melhoria generalizada dos indicadores em 2016 e a 2017», refere o Gabinete do Ministro das Finanças em comunicado.

A projeção do défice foi revista em baixa e o crescimento foi revisto em forte alta, as previsões da Comissão Europeia aproximando-se das projeções do Governo, «confirmando o seu realismo».

A Comissão «confirma a sustentabilidade do padrão de crescimento da economia com a manutenção de um excedente externo ao longo do horizonte de projeção».

A Comissão «reconhece os sólidos sinais de aceleração do investimento privado no final de 2016 e início de 2017, assente no aumento da confiança e na melhoria das condições de crédito».

«Ao longo do horizonte de projeção, o défice ficará claramente abaixo dos 3% e o rácio da dívida pública entrará numa trajetória descendente», refere ainda o comunicado.

Elogios europeus

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, afirmou que Portugal deverá terminar o Procedimento por Défices Excessivos, que já se encontra suspenso desde novembro de 2016, em 2017.

«Se tudo correr como planeado esperamos que Portugal, França e Croácia corrijam o seu défice excessivo», afirmou.

Pierre Moscovici, comissário europeu responsável pelos assuntos económicos e financeiros, destacou as «melhorias muito grandes» evidenciadas por Portugal, referindo que a Comissão Europeia está «a trabalhar de mãos dadas e de forma construtiva e positiva com as autoridades portuguesas».

Na conferência de imprensa de apresentação das previsões macroeconómicas, o comissário realçou que a economia portuguesa teve uma segunda metade do ano forte, sobretudo no setor do turismo, e ainda o otimismo da Comissão Europeia para uma contínua descida do desemprego.

Áreas: Finanças