Reembolso antecipado de Portugal ao FMI evidencia robustez da economia
Reembolso antecipado de Portugal ao FMI evidencia robustez da economia
Portugal reembolsou seis meses antes do prazo outra parcela do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), equivalente a 1 700 milhões de euros, o que realça a robustez da economia do País.
Como refere um comunicado do Ministro das Finanças, fica assim concluído o reembolso antecipado de metade do empréstimo ao FMI, com Portugal a tirar o melhor partido da autorização dada pelas instituições da União Europeia, em fevereiro de 2015.
Da evolução registada ao longo de 2016, emerge, nas instituições internacionais, o consenso de que o País está a ultrapassar a crise, com as reformas e os ajustamentos económicos operados a sustentar uma recuperação positiva.
Revisão em alta do crescimento
As principais instituições internacionais - OCDE, Comissão Europeia, FMI - têm realçado os progressos alcançados pelo País nos seus relatórios sobre as perspetivas económicas e financeiras.
No segundo semestre de 2016, a recuperação da economia levou a uma revisão positiva das previsões de crescimento pela maioria das organizações internacionais. O mercado de trabalho continuou a melhorar, com o aumento do emprego e a redução sustentada do desemprego.
Portugal cumpriu os objetivos orçamentais, tendo atingido em 2016 o défice global mais baixo desde 1974, e o saldo primário mais elevado desde 1992. O exercício orçamental de 2017 continuará nesta direção.
As organizações internacionais registam que o reequilíbrio externo da economia tem sido bem-sucedido e é sustentável, como evidencia a melhoria do excedente da balança comercial. No mesmo sentido, a dívida externa líquida reduziu-se de forma sustentada e a posição internacional de investimento melhorou em 2016.
Desafios futuros
As dificuldades do setor bancário foram identificadas ao longo dos anos como fonte de vulnerabilidade, mas os relatórios publicados sobre o País já assinalam o progresso alcançado, embora refiram que é necessária vigilância.
Como em toda a Europa, os bancos exigem uma atenção contínua. Uma combinação de soluções foi implementada ao longo de 2016, incluindo medidas de reabilitação e a abertura do capital dos bancos a investidores internacionais sólidos.
As organizações internacionais encorajam ainda todos os países a prepararem-se para um ambiente internacional económico e financeiro potencialmente mais incerto.
Neste sentido, a melhoria significativa da estrutura da dívida pública portuguesa - mais longa, mais barata, e numa base de investidores mais diversificada - é a chave para a resiliência neste ambiente.
Portugal tem apresentado melhores resultados do que aqueles com que se tem comprometido, e tem conseguido aumentar sustentadamente a sua credibilidade.
