«2016 foi um ponto de viragem no Serviço Nacional de Saúde»
«2016 foi um ponto de viragem no Serviço Nacional de Saúde»

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na apresentação do estudo sobre a sustentabilidade na saúde, Lisboa, 7 março 2017 (Foto: Manuel Almeida/Lusa)
SNS, 7 março 2017
«O mais importante de sinalizar é que 2016 foi um ponto de viragem no Serviço Nacional de Saúde (SNS)» sendo « o ano em que mais portugueses procuraram o SNS», afirmou o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, após a apresentação do estudo sobre a sustentabilidade na saúde, em Lisboa.
Acrescentando que, «mais uma vez, comprovou-se que as taxas moderadoras estavam a ser um agente de barreira e acesso, sobretudo aos mais pobres», o Ministro sublinhou que «as taxas moderadoras são, sobretudo, impactantes em grupos de população muito desfavorecidos». Contudo, «em relação a estas pessoas, já há mais de seis milhões e 300 mil isentas», lembrou.
«Estamos a atentos e, se for preciso intervir no próximo orçamento de forma mais diferenciada e qualificada, fá-lo-emos», disse ainda Adalberto Campos Fernandes, referindo que «todos os anos monitorizamos a relação entre a procura e a oferta, e não nos podemos esquecer que o rendimento é uma combinação de vários fatores. Se melhorarmos as pensões, aumentarmos o emprego e criarmos condições para pagar menos impostos, o rendimento disponível das pessoas aumenta».
SNS mais sustentável
Segundo o estudo apresentado, o SNS está mais sustentável em 2016, o seu financiamento aumentou e a despesa cresceu menos do que tinha acontecido em 2015.
O mesmo estudo refere também que os portugueses têm uma perceção errada dos custos das taxas moderadoras na saúde, estimando valores acima (em cerca de 5 euros) dos reais 7 euros. Apesar de tudo, consideram que é uma quantia adequada.
Em relação aos efeitos dos custos reais dos cuidados de saúde, o estudo diz que 10,7% dos portugueses deixaram de ir às urgências por falta de dinheiro, 3,9% não fizeram exames de diagnóstico, 3,4% perderam uma consulta num hospital público e 2,4% não foram a uma consulta com o médico num centro de saúde.
Quanto aos que deixaram de comprar medicamentos prescritos pelos médico por causa do seu custo, o estudo indica que estes números têm vindo a cair desde 2014, mas ainda assim foram 11,8%.
Foto: Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, na apresentação do estudo sobre a sustentabilidade na saúde, Lisboa, 7 março 2017 (Foto: Manuel Almeida/Lusa)
