Défice de 2,06% mostra que «havia uma alternativa de política que produz melhores resultados»
Défice de 2,06% mostra que «havia uma alternativa de política que produz melhores resultados»

Primeiro-Ministro António Costa
Primeiro-Ministro António Costa
O Primeiro-Ministro António Costa agradeceu «aos portugueses a grande compreensão que têm tido pelo esforço que temos feito para poder corrigir a nossa trajetória de finanças públicas e a compreensão que têm manifestado por não termos conseguido ir tão rápido quanto todos desejávamos para melhorar a qualidade dos nossos serviços públicos».
Numa declaração feita em Roma, onde participa nas comemorações dos 60 anos dos Tratados fundadores da União Europeia, António Costa salientou o facto de o Instituto Nacional de Estatística «ter confirmado que Portugal teve em 2016 o melhor défice da nossa vida democrática e a demonstração de que havia uma alternativa de política que produz melhores resultados».
«Quero nesta ocasião felicitar particularmente o Ministro das Finanças, agradecer a todos os meus colegas de Governo o grande esforço que fizeram e agradecer», disse ainda. O Ministro das Finanças, Mário Centeno, apresentou os resultados do défice de 2016 numa declaração ao País.
O Primeiro-Ministro acrescentou que o défice de 2,06% do Produto Interno Bruto confirmado pelo INE «demonstra seguramente que os preconceitos, como habitualmente, têm pouca adesão à realidade».
António Costa sublinhou, contudo, que «este é um esforço que não acabou», sobretudo devido ao elevado nível de dívida. «Este esforço de consolidação tem de ser um esforço duradouro e sustentável, que permita continuar a recuperação de rendimentos, a melhorar o investimento na qualidade dos serviços públicos, em particular na área da educação, na área da saúde, na área da segurança».
«É esse o esforço que vamos continuar e, este resultado alcançado em 2016, dá-nos a todos mais confiança de que é possível prosseguir a trajetória este ano, em 2017, e nos próximos anos, permitindo a Portugal de uma vez por todas virar a página deste ciclo de austeridade, mas também deste ciclo de incerteza sobre as suas finanças públicas», disse ainda.
Este é «um esforço compensador» e «este resultado demonstra bem que foi possível combinar rigor orçamental com a criação de mais de 118 mil postos de trabalho, aumentando os rendimentos das famílias e criando melhores condições para o investimento por parte das empresas».
