Portugal deseja que não seja necessário ativar plano de contingência para comunidade na Venezuela
Portugal deseja que não seja necessário ativar plano de contingência para comunidade na Venezuela

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro
O Governo espera que não seja necessário ativar o plano de contingência para os portugueses na Venezuela, afirmou o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, numa declaração à imprensa.
«O Estado português e o Governo português têm um plano de contingência para um conjunto de países» onde se encontram comunidades portuguesa, que pode ser executado «em circunstâncias de grave crise, que obriguem à evacuação e proteção consular de caráter especial», disse.
«O que desejamos é que esse cenário se não coloque, embora o Estado português tenha de estar preparado, como esteve no passado, quando ocorreram crises na Guiné ou na Líbia, para procurar dar resposta às necessidades que venham a ser colocadas», acrescentou.
Portugal considera desejável que «as forças políticas venezuelanas encontrem um ponto de entendimento capaz de viabilizar um país que tem grandes potencialidades económicas e onde a comunidade portuguesa se encontra muito enraizada desde há várias gerações», disse o Secretário de Estado.
José Luís Carneiro referiu ainda que «a comunidade portuguesa na Venezuela é uma comunidade essencial ao investimento, à economia, à dinamização do próprio país e deve, por isso mesmo, ser uma comunidade que tenha as condições de segurança devidamente salvaguardadas».
O Governo português já aumentou os meios consulares naquele país, em particular no apoio social, que em breve será novamente reforçado, e reviu a segurança nos postos consulares.
