
Primeiro-Ministro, António Costa, na cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova Academia de Comunicações e Informação da NATO, Oeiras, 23 maio 2017 (Foto: Miguel A. Lopes/Lusa)
Ciberdefesa, 23 maio 2017
«A ciberdefesa é uma das áreas de futuro»
«A ciberdefesa é uma das áreas de futuro»
Academia de Comunicações e Informação da NATO
O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que «a ciberdefesa é uma das áreas de futuro», lembrando que, «ainda muito recentemente, muitos países do mundo à escala global foram vítimas de um ciberataque», na cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova Academia de Comunicações e Informação da NATO, em Oeiras, onde esteve também presente o Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes.
«É que, hoje, às ameaças tradicionais juntaram-se novas formas de ameaça, e a Defesa exige um novo arsenal», acrescentou o Primeiro-Ministro, recordando que «a ameaça terrorista continua a ser uma ameaça de primeiro grau nos países europeus», no dia seguinte ao atentado ocorrido em Manchester, no Reino Unido.
António Costa referiu ainda: «Os conflitos étnicos de natureza civil perturbam a paz e ameaçam a segurança de muitas populações» e, «a par das ameaças tradicionais, há hoje um novo tipo de ameaças que exige uma resposta na área crítica da ciberdefesa».
Reforço da capacitação
«O projeto para a construção Academia de Comunicações e Informação da NATO não é um projeto fechado sobre si próprio», disse o Primeiro-Ministro.
António Costa acrescentou que «já há uma boa colaboração com a Universidade Católica tendo em vista a formação de quadros empresariais na área da ciberdefesa».
«A escola da NATO será uma oportunidade para reforçar a capacitação portuguesa, quer do ponto de vista empresarial, quer do ponto de vista da Academia, numa área que é absolutamente crítica», concluiu.
O diretor-geral da Agência de Comunicações e Informação da NATO, Koen Gijbers, afirmou que a nova escola deverá ser um pilar na modernização da própria Organização nos domínios avançados dos sistemas de informação e tecnologia de comunicações, e da ciberdefesa.
A Academia de Comunicações e Informação da NATO sucederá à Escola de Comunicações e Sistema de Informação, atualmente sediada em Itália, prevendo-se que receba entre 5500 a 6000 alunos por ano, quando estiver a funcionar plenamente, em 2019.
A Academia fará formação de pessoal civil e militar nas áreas de sistemas de informação, comunicação e ciberdefesa, estabelecendo parcerias com a universidade, a ciência e a indústria, não só portuguesas, mas de todos os países membros da NATO.
A nova academia é financiada na totalidade pela NATO, num investimento global de 24 milhões de euros, e prevê a construção de um novo edifício e a adaptação da messe existente no Reduto Gomes Freire.
Foto: Primeiro-Ministro, António Costa, na cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova Academia de Comunicações e Informação da NATO, Oeiras, 23 maio 2017 (Foto: Miguel A. Lopes/Lusa)
