Défice de 1,9% no primeiro semestre de 2017

INE revê também em baixa défice de 2016

Ministro das Finanças, Mário Centeno

Ministro das Finanças, Mário Centeno

O INE informou que o défice das administrações públicas no primeiro semestre de 2017 se situou em 1,9%, uma forte redução face ao período homólogo do ano anterior.

Corrigido de efeitos temporários – pagamento de metade do duodécimo do subsídio de Natal, nos salários e pensões, e da antecipação dos reembolsos do IRS – o défice situar-se-ia em 1,33%.

O objetivo orçamental do corrente ano será assim alcançado, sublinha o Gabinete do Ministro das Finanças em comunicado.

A redução equilibrada do défice, com reforço do investimento e das políticas sociais, permitirá a diminuição sustentada da dívida pública, fator essencial para garantir o financiamento do Estado, das empresas e das famílias.

Défice de 2016 abaixo de 2%

O INE também reviu em baixa o défice de 2016, agora estimado em 1,98%. Excluído o impacto temporário do Programa Especial de Redução de Endividamento ao Estado (PERES) o défice em 2016 situou-se em 2,19%, o que corrobora as projeções iniciais do Orçamento do Estado, que previa um défice de 2,23%.

Estes números comprovam, mais uma vez, a credibilidade da estratégia orçamental. A complementaridade da estratégia de gestão criteriosa dos recursos públicos e do fomento do crescimento inclusivo, baseado no investimento de qualidade, revela-se a melhor forma de assegurar crescimento económico socialmente equitativo a médio e a longo prazo.

Áreas: Finanças