Números do défice e do crescimento económico mostram Portugal «no bom caminho»

Primeiro-Ministro sublinhou que, «quer a economia, quer a execução orçamental demonstram que estamos no caminho certo»

Primeiro-Ministro António Costa

Primeiro-Ministro António Costa

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o facto de a economia ter crescido 3% no segundo trimestre de 2017, segundo dados divulgados pelo INE, é «um bom sinal da continuidade da trajetória de crescimento, que felizmente foi retomada em 2016 e que tem de ser prosseguida».

«Estamos hoje a crescer de uma forma mais sólida, felizmente, do que aquilo que eram as nossas expectativas. Mas isso demonstra também a forma prudente como temos elaborado os exercícios orçamentais: conservadores na perspetiva quanto ao crescimento, rigorosos na fase de execução», acrescentou.

O INE divulgou uma nova estimativa do crescimento económico do segundo trimestre do ano, tendo aumentado o número de 2,9% para 3%.

O Primeiro-Ministro referiu-se ainda aos dados do INE sobre o défice do primeiro semestre de 2017 afirmando que indicam que o Governo irá cumprir o objetivo definido no Orçamento do Estado.

«A nossa trajetória de ajustamento está definida, consta do nosso Programa de Estabilidade, que estamos a cumprir. E, felizmente, quer a economia, quer a execução orçamental demonstram que estamos no caminho certo», disse.

«E, quando se está no caminho certo, há uma boa coisa a fazer: é não mudar de caminho, e dar-lhe continuidade», acrescentou.

Estratégia pós-2020

O Primeiro-Ministro sublinhou, contudo, que «mais importante do que tudo é dar-lhe sustentabilidade duradoura», razão pela qual o Governo está a discutir com a sociedade a Estratégia Nacional para Portugal pós-2020, num ciclo de audições que se iniciou com a apresentação do documento com as grandes linhas ao Conselho Económico e Social.

António Costa disse que é importante preparar o próximo quadro de fundos europeus «precisamente para assegurar que este bom momento da economia portuguesa não tenha uma descontinuidade» e seja o início de «uma década de convergência com a União Europeia».

«Nós não podemos ter estes últimos trimestres como exceção, mas como a regra», concluiu.