Acordo de saída do Reino Unido da UE é «absolutamente satisfatório» para Portugal

«É um bom acordo para todas as partes», disse o Primeiro-Ministro António Costa no final do Conselho Europeu

Primeiro-Ministro António Costa com os Presidentes francês, Emmanuel Macron, e cipriota, Nicos Anastasiades, no Conselho Europeu, 25 novembro 2018 (Foto: União Europeia)

Primeiro-Ministro António Costa com os Presidentes francês, Emmanuel Macron, e cipriota, Nicos Anastasiades, no Conselho Europeu, 25 novembro 2018 (Foto: União Europeia)

«No que diz respeito a Portugal» acordo de saída do Reino Unido da União Europeia é «absolutamente satisfatório», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa a conferência de imprensa no final da reunião do Conselho Europeu dedicado à aprovação do acordo, em Bruxelas.

O Primeiro-Ministro sublinhou que «protege todos os direitos dos cidadãos portugueses residentes no Reio Unido ou que aí venham a residir até 31 de dezembro de 2020, assim como garante os direitos de todos os cidadãos britânicos residentes em Portugal».

O acordo também «preserva as denominações de origem dos produtos portugueses», e «assegura a estabilidade do quadro financeiro em curso, uma vez que o Reino Unido se compromete a cumprir todos os seus compromissos financeiros até ao final do mesmo», afirmou ainda.

Não há acordo alternativo

António Costa disse que «estamos todos satisfeitos com o acordo, quer a União Europeia, quer a Primeira-Ministra britânica. Foi um grande trabalho das equipas negociais, e este foi o acordo a que se chegou». 

«É muito importante que este acordo tivesse sido concluído» porque «é um bom acordo para todas as partes», disse acrescentando que «só podemos esperar que ele seja aprovado» no Parlamento britânico, «porque não há acordo alternativo».

«Numa negociação, o que importa é o resultado e não cenários imagináveis que se concretizam à mesa das negociações com o que os outros aceitam – tudo o resto é fantasia», sublinhou.

O Primeiro-Ministro recordou que «tivemos muitos meses de duras negociações, muito difíceis», nas quais «as alternativas foram todas testadas, ao longo destes 21 meses» de negociações.

«Muitos julgavam impossível, em muitos momentos, que este acordo fosse concluído. E este foi o acordo concluído, e ainda por cima é um bom acordo para todas as partes. Só podemos esperar que ele seja aprovado. Não vale a pena especular noutro sentido, porque além do mais não há acordo alternativo».

«Este é o acordo que existe, e que será aprovado ou rejeitado», e «o que todos podemos desejar é que seja evitada aquilo que seria uma tragédia para a UE e para o Reino Unido, que era uma saída desordenada» devida à não aprovação do acordo no Parlamento de Londres.