«Através da preservação do património militar aproximamos a Defesa dos cidadãos»

Ministro da Defesa Nacional participou nas comemorações do 635º aniversário da Batalha dos Atoleiros

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, nas   comemorações do 635º aniversário da Batalha dos Atoleiros, Fronteira, 6 abril 2019

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, nas comemorações do 635º aniversário da Batalha dos Atoleiros, Fronteira, 6 abril 2019

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, participou nas Cerimónias Comemorativas do 635º aniversário da Batalha dos Atoleiros, em Fronteira, no Alto Alentejo.

Durante a sua intervenção o Ministro da Defesa Nacional disse que a evocação destes episódios e da história militar portuguesa presta um enorme serviço na aproximação dos portugueses à instituição militar:

«Através da preservação do património militar, dos seus museus e núcleos museológicos, da criação de centros de interpretação dedicados às grandes batalhas do Exército Português, aproximamos a Defesa dos cidadãos e mostramos o seu contributo para o País, ao longo dos seus séculos de história», referiu João Gomes Cravinho, agradecendo «a todos os que, diariamente, contribuem para esse desígnio, no seu contacto com as escolas, com as associações e com os grupos que vos visitam».

«Ao longo da nossa história, este foi um cenário que se repetiu inúmeras vezes. Face à incerteza do futuro político do Reino, valeu a Portugal a valentia e o engenho dos seus militares. Essa é - e permanece - a missão central das nossas Forças Armadas: assegurar a soberania das nossas instituições e a defesa dos portugueses».

As celebrações culminaram com uma visita ao Centro de Interpretação dedicado à Batalha dos Atoleiros ocorrida em 1384, durante a crise dinástica de 1383-1385. Esta foi a primeira da série de batalhas em que Portugal venceu as forças do Reino de Castela.

No dia 6 de abril de 1384, na herdade de Atoleiros, um exército castelhano, com mais de 1000 cavaleiros, acompanhados por numerosa infantaria, atacou uma força portuguesa de apenas 300 cavaleiros, 100 besteiros e pouco mais de 1000 peões.

A inferioridade numérica dos portugueses e a menor qualidade do seu equipamento faziam prever uma vitória fácil da hoste castelhana.

A Batalha dos Atoleiros constituiu, na Península Ibérica, a primeira e efetiva utilização das novas técnicas de defesa, utilizadas por forças apeadas em inferioridade numérica, perante uma cavalaria pesada muito superior. A mais conhecida é a técnica do quadrado.