Candidatura ao Fundo de Solidariedade Europeu será atualizada devido aos incêndios de 15 de outubro

Grau do desastre ocorrido poderá passar de «regional» para «grande catástrofe», aumentando a ajuda financeira para recuperar infraestruturas públicas

«A atualização da candidatura de Portugal ao Fundo de Solidariedade Europeu deve decorrer até ao natal», afirmou o Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza.

Estas declarações foram feitas aos jornalistas em Figueiró dos Vinhos, durante a visita da comissária Europeia Corina Cretu à zona afetada pelo incêndio de Pedrógão Grande, dia 17 de junho.

Estiveram também presentes o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, e o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas.

«Com a inclusão dos incêndios de 15 e 16 de outubro, a atualização da candidatura deve permitir elevar o grau de desastre ocorrido, passando de desastre regional para grande catástrofe», acrescentou.

O Secretário de Estado disse: «Os incêndios de Pedrógão Grande e Góis, em junho, e os fogos ocorridos na região Centro, em agosto, já tinham permitido atingir o limiar de 500 milhões de euros para concorrer à ajuda do Fundo na categoria de desastre regional».

«Com os incêndios de outubro, o Governo pensa vir a atingir e ultrapassar o limiar mínimo para se atingir o conceito de grande catástrofe, que, no caso de Portugal, será de cerca de mil milhões de euros de prejuízo», referiu ainda Nelson de Souza.

O Secretário de Estado concluiu, lembrando que «o Fundo de Solidariedade Europeu não permite a reconstrução de casas nem a reposição de empresas, sendo utilizado, maioritariamente, para a recuperação de infraestruturas públicas».