Coesão e competitividade são pilares decisivos no quadro financeiro pós-2020

Ministro da Economia salientou necessidade de reforço orçamental e capacidade da União Europeia para promover coesão

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, na Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da «Estratégia Portugal 2030» na Assembleia da República, Lisboa, 18 abril 2018 (Foto: Manuel Almeida/Lusa)

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, na Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da «Estratégia Portugal 2030» na Assembleia da República, Lisboa, 18 abril 2018 (Foto: Manuel Almeida/Lusa)

O Ministro da Economia da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou que a coesão e a competitividade são dois pilares decisivos no âmbito do quadro financeiro plurianual para o período pós-2020.

Na Assembleia da República, na Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da «Estratégia Portugal 2030», o Ministro referiu que o quadro «tem de ter na coesão um pilar muito importante e continuar a reafirmar uma política de coesão».

Nesse sentido, «é preciso um reforço orçamental e capacidade da União Europeia de promover essa coesão», bem como uma aposta na competitividade sem colocar em causa o modelo social da União Europeia.

Caldeira Cabral sublinhou que «Portugal deve lutar para que a inovação seja algo a permanecer neste novo quadro» e destacou a necessidade de se reforçar o apoio à ciência para que a União Europeia se afirme como «um espaço mundial na ciência e inovação».

O Ministro acrescentou também o esforço que está a ser feito na «formação e valorização dos recursos humanos», sobretudo em áreas como a digitalização.

A saída prevista do Reino Unido da União Europeia coloca «pressões orçamentais» adicionais e por isso mesmo «a posição em destaque na negociação deste quadro foi de prudência e não de otimismo».

«Mas isto não deve impedir-nos de lutar por manter o nível de funcionamento e por manter a coesão como algo prioritário», acrescentou.
Áreas: Economia