Completar a União Económica e Monetária é essencial para o reforço do euro

«O euro é um dos instrumentos essenciais para a afirmação da Europa num mundo multilateral», sublinhou Mário Centeno

Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, numa conferência sobre o futuro da Europa, Lisboa, 22 março 2019 (Foto: Mário Cruz/Lusa)

Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, numa conferência sobre o futuro da Europa, Lisboa, 22 março 2019 (Foto: Mário Cruz/Lusa)

«A Europa é, hoje, desafiada a reforçar o seu lugar no mundo», afirmou o Ministro das Finanças, Mário Centeno, na conferência «Para onde vai a Europa?», na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Sublinhando que «à Europa cabe pugnar pela criação de condições para um comércio livre e justo», o Ministro disse que este continente «tem de se afirmar na cena internacional, fazendo uso do seu poder cultural, económico e político, na defesa do multilateralismo». 

«A afirmação da Europa no mundo faz-se ao mesmo tempo que a própria Europa lida com o seu processo de integração», acrescentou Mário Centeno, referindo os desafios das migrações, política de defesa e segurança, alterações climáticas, e no comércio. 

Reforçar o papel do euro

«Penso ainda na dimensão económica e monetária, em particular, no papel que o euro deve ter no plano internacional», afirmou também o Ministro, realçando que «o euro é um dos instrumentos essenciais para a afirmação da Europa num mundo multilateral». 

«O reforço do papel do euro criaria condições mais favoráveis ao comércio, à integração económica e serviria de escudo à nossa economia, face à incerteza que hoje vivemos», referiu ainda. 

O Ministro sublinhou: «Um euro mais forte no plano internacional reforçaria a capacidade da Europa projetar a sua influência e reformar a ordem mundial» pois «o euro seria a moeda do multilateralismo».

Completar a União Económica e Monetária

Sem «uma solução mágica para reforçar o papel internacional do euro, do que necessitamos é de completar a União Económica e Monetária [UEM]», disse Mário Centeno.

O Ministro lembrou: «Temos também de assegurar que a política monetária se complementa com uma capacidade orçamental», pois, «sem essa capacidade, a convergência na UEM é mais lenta». 

«O instrumento que estamos a desenhar no Eurogrupo promoverá a convergência e a competitividade das nossas economias, tornando a zona euro mais resiliente aos choques económicos», concluiu.
Áreas: Finanças