Desenvolvimento de empresas de tecnologia financeira é oportunidade para políticas públicas

«Portugal tem de aproveitar a capacidade de produção de capital humano e a investigação das suas universidades»

Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, durante a intervenção na conferência da ASFAC

Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, durante a intervenção na conferência da ASFAC

O Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, afirmou que o desenvolvimento das empresas de tecnologia financeira é uma oportunidade para potenciar as políticas públicas.

Durante a intervenção na Conferência Anual da Associação das Instituições de Crédito Especializado, o Secretário de Estado destacou a Web Summit como um evento que «coloca Portugal no radar mundial do empreendedorismo e permite o reencontro do setor bancário com FinTechs e startups e uma reflexão sobre o futuro do setor financeiro».

«Portugal tem de aproveitar a capacidade de produção de capital humano e a investigação das suas universidades e o espírito empreendedor catalisado pela Web Summit para promover uma transformação da economia e da sociedade, aumentando a competitividade e o emprego», referiu.

Ricardo Mourinho Félix realçou o papel crescente destas empresas a nível global, num contexto em que surgem como resposta à procura de serviços financeiros com recurso a canais digitais, mas afirmou que estas alterações dos padrões de consumo e da capacidade de resposta obrigam à criação de um quadro regulatório apropriado que «assegure a neutralidade tecnológica entre os canais convencionais e os canais digitais».

Política regulatória

Será necessária também uma política regulatória que assegure que as empresas sigam as melhores práticas, «em particular no que respeita à idoneidade e adequação dos membros dos seus órgãos de governação».

O Banco Central Europeu, a Autoridade Bancária Europeia e o Grupo de Ação Financeira Internacional têm promovido uma discussão pública alargada e é preciso que «as conclusões se traduzam numa regulação que «promova a estabilidade financeira e assegure o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo».

Literacia financeira

A proteção do consumidor é outra preocupação gerada pela dimensão da venda dos produtos financeiros à distância pelo que se «afigura da maior importância a promoção da literacia financeira».

«A difusão de conhecimentos e capacidade de utilização de serviços financeiros digitais, o desenvolvimento de uma consciência financeira e a promoção de hábitos financeiros saudáveis são essenciais para a inclusão financeira», referiu.