Forças Armadas percorrem 200 mil quilómetros no apoio ao combate a incêndios

Só entre 19 e 21 de agosto estiveram envolvidos 1686 militares e 475 viaturas

Foram mobilizados 27000 militares desde 1 de janeiro

Foram mobilizados 27000 militares desde 1 de janeiro

Mais de 200 mil quilómetros percorridos, mais de 440 horas de voo realizadas, mais de 23000 refeições servidas, mais de 27000 militares empenhados são alguns dos indicadores que espelham o forte reforço do empenhamento das Forças Armadas durante este ano no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais.

As Forças Armadas disponibilizaram um apoio diversificado a um elevado número de entidades e a cidadãos durante o período especial de combate a incêndios. Desde 1 de janeiro foram mobilizados 27000 militares: cerca de 5000 na fase Bravo e cerca de 17000 na fase Charlie. Só no período mais crítico, entre 19 e 21 de agosto, estiveram envolvidos 1686 militares e 475 viaturas, com um total de 185 867 quilómetros percorridos.

Das dez horas inicialmente previstas, a Força Aérea completou mais de 440 horas em operações de reconhecimento e avaliação do terreno. O Alouette III, que integra o dispositivo nacional de combate a incêndios, estando destacado em permanência, registou 398 horas em 89 missões. 

Os aviões C-295 e P-3 foram requisitados para oito missões de vigilância aérea. Os destacamentos de engenharia só da Força Aérea foram solicitados 17 vezes. A Base Aérea de Monte Real deu ainda apoio aos diferentes meios aéreos de outros países que vieram reforçar a capacidade aérea do dispositivo nacional.

A Marinha foi também chamada para reforçar a capacidade de vigilância e patrulhamento. Esteve presente de norte a sul do país, tendo tido uma presença mais forte em Pedrógão Grande com 425 efetivos e servindo perto de 9000 refeições. A Marinha desenvolveu ações de patrulhamento, vigilância e apoio na evacuação das localidades. A Autoridade Marítima disponibilizou ainda técnicos para apoio psicológico.

O Exército atuou em mais de 60 localidades, sendo as mais significativas Sertã, Góis, Pedrógão Grande e Mação. No âmbito do Plano Lira disponibilizou 226 pelotões de rescaldo e vigilância pós-incêndio em 45 concelhos. 

Colocou 70 Destacamentos de Engenharia no terreno para eliminar material combustível, criou e ampliou faixas de contenção, que possibilitaram o acesso a vários tipos de equipamentos destinados ao combate aos incêndios. Para além do apoio logístico e do acolhimento temporário de desalojados, o Exército esteve no terreno com equipas de apoio psicológico e com cozinhas de campanha, tendo servido cerca de 14000 refeições.