Governo vai analisar o relatório da comissão independente sobre o incêndio de Pedrógão Grande
Que o relatório possa constituir a base «de um consenso político e social alargado, permitindo ao País tomar as medidas necessárias»

Primeiro-Ministro António Costa, Ministros Constança Urbano de Sousa e Capoulas Santos, na declaração depois de ter recebido o relatório da comissão independente sobre o incêndio de Pedrógão Grande, Lisboa, 12 outubro 2017
Primeiro-Ministro António Costa, Ministros Constança Urbano de Sousa e Capoulas Santos, na declaração depois de ter recebido o relatório da comissão independente sobre o incêndio de Pedrógão Grande, Lisboa, 12 outubro 2017
O Primeiro-Ministro António Costa recebeu o coordenador da Comissão Técnica Independente sobre o incêndio de Pedrógão Grande nomeada pela Assembleia da República, o ex-reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, no dia em que a comissão entregou ao seu relatório ao Parlamento.
Numa declaração feita em Lisboa, o Primeiro-Ministro afirmou que o Governo vai agora analisar o relatório. Elogiou também a maturidade da democracia portuguesa que permitiu que se tivesse encontrado um consenso na Assembleia da República para nomear a comissão técnica independente.
«Temos hoje o conhecimento, com base na qualificação técnica e científica, sobre o que aconteceu em Pedrógão Grande e Góis, e sobre as causas estruturais para a reforma que é necessário fazer na floresta, nos mecanismos de prevenção e combate aos incêndios», disse.
«Os membros da comissão fizeram um trabalho muito exigente, num espaço de tempo muito apertado, tendo trabalhado com grande rigor científico, mobilizando redes internacionais de conhecimento e, ao longo destes meses, exerceram as suas funções com discrição», acrescentou.
Completar a reforma da floresta
António Costa afirmou que o relatório, que foi hoje entregue ao presidente da Assembleia da República, será analisado no Conselho de Ministros extraordinário de 21 de outubro.
«As recomendações serão analisadas, mas, à partida, são o nosso programa para completar a reforma da floresta e para as reformas de prevenção e combate aos incêndios florestais», disse.
«As decisões do Governo, naturalmente, não antecipam, nem limitam o debate que se fará na Assembleia da República», disse também, tendo afirmado a vontade de que o relatório possa constituir a base «de um consenso político e social alargado, permitindo ao País tomar as medidas necessárias para prevenir e evitar a repetição de novas tragédias como as que ocorreram este verão».
Na sua declaração, o Primeiro-Ministro foi acompanhado pelos Ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.
Recorde-se que o Primeiro-Ministro e o Governo, desde o primeiro momento, desenvolveram todos os esforços para esclarecer o que se passou, tendo publicado os documentos oficiais sobre o incêndio.
