Governo vai promover «cultura de segurança e de proteção civil»
Eduardo Cabrita sublinhou urgência de recuperar a capacidade económica e de garantir que prevenção passe a ser prioridade de todos

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, durante a visita ao aeródromo municipal de Viseu, 25 outubro 2017
Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, durante a visita ao aeródromo municipal de Viseu, 25 outubro 2017
O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que o Governo pretende criar uma «cultura de segurança e de proteção civil» que responsabilize toda a sociedade e que não vai esperar «por qualquer novo verão» para atingir este objetivo.
Em Viseu, após uma reunião com o presidente da Câmara Municipal, que incluiu uma passagem pelo aeródromo municipal para visitar as aeronaves de combate a incêndios ali estacionadas, Eduardo Cabrita referiu que é preciso aprender com o passado para que este «ilumine um trabalho para um futuro» que não será adiado.
O Ministro sublinhou a obrigação de agir já, «ressarcindo e recuperando áreas afetadas, agindo coordenadamente, colocando todos os meios e, em estreita articulação entre as forças de segurança, a estrutura de Proteção Civil e as autarquias locais, a trabalhar ativamente para o futuro».
O Governo vai assumir «plenamente as consequências que é necessário reparar», realçando que é necessário recuperar a capacidade económica com urgência, através de um trabalho diário e intenso, e garantindo que no próximo verão a prevenção tenha passado a ser uma prioridade de todos».
Eduardo Cabrita disse ainda que «serão certamente apuradas todas as circunstâncias, todas as responsabilidades» relativas aos incêndios dos dias 15 e 16 de outubro.
Reforço dos meios aéreos
A posição geográfica do aeródromo de Viseu face às zonas de maior risco de incêndio foi o motivo para o posicionamento de cinco meios aéreos, que estarão a disposição «enquanto forem necessários», numa fase em que a estrutura de resposta adequada será avaliada a cada momento.
«A prevenção e o combate são dois braços do mesmo corpo, que têm de ter uma cabeça e um coração comuns», afirmou, destacando a importância do «reforço da profissionalização de todo o sistema, e de aliar conhecimento científico e especialização ao funcionamento do sistema».
