«Há uma grande convergência entre Portugal e o Reino Unido»

Ministro dos Negócios Estrangeiros recebeu Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos, Boris Johnson

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, recebe Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos, Boris Johnson, Lisboa, 27 outubro 2017 (Foto: André Kosters/Lusa)

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, recebe Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos, Boris Johnson, Lisboa, 27 outubro 2017 (Foto: André Kosters/Lusa)

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que «há uma grande convergência entre Portugal e o Reino Unido» durante a receção ao Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos, Boris Johnson.

Augusto Santos Silva destacou sobretudo a convergência nos aspetos estratégicos e políticos cruciais: «Somos ambos países pró-europeus, porque a Europa é uma realidade além da União Europeia. Ambos os países destacam a dimensão atlântica da Europa e a ligação determinante entre a Europa e a América do Norte».

O Ministro referiu também os pontos de encontro em matéria de defesa e segurança, com Boris Johnson a sublinhar que a aliança entre Lisboa e Londres é «a mais longa amizade política e diplomática de sempre», em alusão ao tratado de Windsor, assinado em 1386.

Augusto Santos Silva disse que o Brexit «não irá significar uma redução desta relação» e sublinhou a sintonia dos dois países em matéria de defesa e segurança.

O aumento do investimento estrangeiro oriundo do Reino Unido no primeiro semestre de 2017 também foi destacado. «Esperemos que continue», referiu Augusto Santos Silva, que fez notar ainda a vantagem comparativa de Portugal, como bom construtor de pontes, tendo em conta as «grandes ligações a África e à América Latina».

Partilha de valores

O Secretário de Estado do Reino Unido para os Assuntos Externos destacou a partilha dos mesmos valores entre os dois países e afirmou que o Brexit vai ser resolvido de forma a proteger os direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido, que é uma prioridade para Portugal no acordo.

«É vital para ambos os lados que acertemos nisto, que protejamos os direitos e privilégios dos cidadãos europeus e tenho a certeza absoluta que conseguiremos. Esta é uma mensagem que eu tenho para os nossos amigos e parceiros na União Europeia e aqui em Lisboa», acrescentou.

Boris Johnson referiu que «agora é altura de continuar com estas negociações e prosseguir para a segunda fase: definir os diretos dos cidadãos e avançar para discutir a nova parceria económica».

O Reino Unido «beneficia com os 400 mil portugueses que contribuem tanto para a vida, cultura e economia» do país e o Secretário de Estado diz que não imagina circunstâncias em que os seus direitos saiam prejudicados.