
Primeiro-Ministro António Costa durante os trabalhos de limpeza de matas em Campelos, Torres Vedras, 24 março 2018 (Foto: António Cotrim/Lusa)
Primeiro-Ministro António Costa durante os trabalhos de limpeza de matas em Campelos, Torres Vedras, 24 março 2018 (Foto: António Cotrim/Lusa)
«Incentivar o País a prosseguir esta ação» de limpeza de matas
Primeiro-Ministro destacou importância de um «trabalho gigantesco» na prevenção e combate aos incêndios florestais
Incentivar o País a prosseguir esta ação de limpeza de matas
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o conjunto de ações com membros do Governo para limpeza de matas tem o objetivo de «incentivar o País a prosseguir esta ação» de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Em Campelos, Torres Vedras, António Costa realçou que é «fundamental cumprir a lei em redor das casas e das comunicações, das vias de comunicação ou de eletricidade, e ter matas limpas sem material combustível acumulado».
«Quanto mais limparmos agora mais eliminamos o risco», acrescentou o Primeiro-Ministro, referindo que a maior prioridade é limpar a floresta e criar zonas de proteção até de 31 maio em redor de habitações e aldeias, naquele que é um «trabalho gigantesco» e uma «luta contra o relógio».
Assegurando que «não se pode desperdiçar mais tempo», António Costa referiu que vai ser lançado um programa, «População Segura», que notificará as pessoas com alertas em caso de incêndio «seja por via de mensagens de telemóvel, telefone, seja através da comunicação social, em tempo útil e com o maior rigor possível».
No âmbito de outro programa, «Aldeias Seguras», o Governo vai «dotar cada aldeia de kits de primeira intervenção, planos de evacuação e planos de emergência», numa iniciativa que contempla ainda um conjunto de simulacros, concebidos pela Autoridade Nacional da Proteção Civil, «para preparar em cada povoação as medidas que devem ser adotadas em caso de tragédia».
Quebrar ciclo vicioso
«Temos de interromper este ciclo vicioso em que o abandono ou a falta de rendimentos da floresta faz com que ninguém limpe», disse António Costa durante uma visita aos trabalhos de limpeza na serra de São Mamede, em Portalegre.
O Primeiro-Ministro afirmou que «quando as zonas de intervenção florestal e as entidades estiverem plenamente a funcionar, os próprios privados passam a ter rendimento da exploração florestal que permita fazer a limpeza».
Numa ação em que surgiu acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, António Costa elogiou o difícil e precioso trabalho desempenhado pelos sapadores florestais.
Nesse âmbito, destacou que é preciso continuar a reforçar os meios e recordou que está aberto um concurso para recrutar mais 500 sapadores florestais.
Diminuir risco para aumentar a segurança
No Ameixial, Faro, durante uma visita a uma ação de limpeza de mato na aldeia isolada da serra algarvia, o Primeiro-Ministro destacou a importância de identificar o risco para conseguir «diminuí-lo de forma a aumentar a segurança de todos».
António Costa destacou que, pela primeira vez, está a haver uma grande consciência do que é necessário fazer para limpar os terrenos, sendo fundamental que todos se concentrem naquilo que «é essencial».
Enquanto o risco não desaconselhar as limpezas, a prioridade deve continuar a ser este trabalho de prevenção, porque quanto mais se fizer agora «menor será o risco que haverá amanhã», acrescentou.
