Investigadores portugueses recebem mais de 16 milhões de euros em bolsas

Cada bolsa tem uma verba máxima de 2 milhões de euros para o prazo de cinco anos, contribuindo para a criação de emprego científico

O Conselho Europeu para a Investigação atribuiu oito bolsas «Consolidator 2017» a investigadores portugueses, num total de 16 208,28 milhões de euros.
 
As bolsas Consolidator destinam-se a investigadores com sete a 12 anos de experiência após a conclusão do Doutoramento que desenvolvam o seu trabalho em instituições públicas ou privadas dentro do espaço europeu. 

No montante máximo de dois milhões de euros cada uma, as bolsas Consolidator são atribuídas ao longo de cinco anos, potenciando a criação de emprego científico no âmbito das equipas distinguidas. 
 
Em termos europeus, foram atribuídos 598 678,219 milhões de euros na edição de 2017, dos quais 16 208,280 milhões são para Portugal, e foram aprovados 298 projetos, dos quais oito são portugueses.
 
As bolsas vão ser atribuídas a:
 
- Manuela Gomes, do 3Bs da Universidade do Minho, que desenvolve o «MagTendon» na área das engenharias de tecidos para a regeneração de tendões; 
 
- Mariana Pinho, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa, com o projeto «ChronosAntibiotics», no domínio da sensibilização aos antibióticos das bactérias resistentes;

- Luísa Figueiredo, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, que - com o «FatTryp» - identifica o ciclo de vida dos tripanossomas africanos e as suas implicações;
 
- Joseph Paton, da Fundação Champalimaud, que - com o projeto «Dycocirc» - identifica o circuito de mecanismos dos gânglios basais subjacentes ao comportamento cognitivo dinâmico;
 
- Susana Lima, da Fundação Champalimaud, que - no âmbito da investigação YinYang - estuda a relação entre os circuitos do hipotálamo e o comportamento defensivo e reprodutor em fêmeas; 
 
- Michael Orger, da Fundação Champalimaud, que - através do «Neurofish» - explora os circuitos cerebrais que controlam o comportamento visual e motor;
 
- Luís Teixeira, do Instituto Gulbenkian de Ciência, cujo projeto «Wolbakian» estuda a genética funcional da proliferação da bactéria Wolbachia;
 
- Ana Domingos, do Instituto Gulbenkian de Ciência, que desenvolve o «SympatimmunObesity», para identificar os mecanismos simpáticos e imunológicos na origem da obesidade.